A quarta-feira (03/12/2025) marcou o lançamento do Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a Febraban, voltada a enfrentar o avanço dos golpes financeiros praticados no ambiente digital. O anúncio formalizou medidas integradas entre Estado, setor financeiro e sociedade civil para padronizar procedimentos e orientar vítimas.
A ação ocorre em um cenário no qual o Brasil ocupa a segunda posição mundial em incidência de fraudes digitais, segundo a Febraban. Os crimes incluem golpes via WhatsApp, maquininhas adulteradas, páginas falsas, pirâmides financeiras, falso motoboy, boletos falsos e outras modalidades que têm se sofisticado com a migração das atividades criminosas para o ambiente virtual.
Durante o evento, o ministro Ricardo Lewandowski destacou a necessidade de uma atuação conjunta, enfatizando que o enfrentamento ao crime digital depende de cooperação entre governo, instituições financeiras e a sociedade. Segundo ele, os golpes evoluíram e passaram a demandar estratégias articuladas e contínuas de prevenção, reação rápida e suporte a vítimas.
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, reforçou que o setor bancário precisa operar de forma alinhada com autoridades e entidades privadas, considerando que criminosos exploram vulnerabilidades em qualquer ponto da cadeia financeira. Para ele, a aliança representa um avanço na capacidade de resposta.
Estrutura e objetivos do plano
O plano reúne 23 iniciativas prioritárias, abrangendo etapas que vão de educação do consumidor à repressão qualificada e à recuperação de ativos. O MJSP informou que o processo de aprimoramento continuará pelos próximos cinco anos, com revisões e novas entregas previstas.
Entre os recursos previstos estão vídeos informativos, materiais educativos e um glossário padronizado com 41 tipologias de fraudes, visando uniformizar a comunicação e facilitar a identificação dos crimes.
Os pilares incluem:
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Aprimoramento dos processos de prevenção
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Repressão e combate estruturado às fraudes
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Compartilhamento de dados entre órgãos e instituições
Site para orientação de vítimas
A primeira entrega prática do plano é o site “Sofri um Golpe. E agora?”, hospedado na plataforma Gov.br, apresentado como ferramenta de referência para orientar cidadãos em situações de vulnerabilidade. Segundo o MJSP, o portal reúne informações técnicas, diretas e atualizadas sobre os principais tipos de golpe.
A página conta com dez trilhas temáticas, que detalham procedimentos para casos recorrentes, como furto de celular, invasão de redes sociais e clonagem de contas Gov.br. Cada trilha oferece um passo a passo para que vítimas saibam como agir e quais canais acionar para minimizar prejuízos.
A plataforma também oferecerá dados públicos sobre ocorrência de fraudes bancárias digitais, incluindo estatísticas por unidade da federação, dia da semana, turno e perfil socioeconômico das vítimas.
Construção colaborativa
A elaboração do plano mobilizou 357 especialistas de 23 entidades, incluindo setores como tecnologia, telecomunicações e varejo. As reuniões semanais resultaram em mais de 230 horas de trabalho, consolidando um conjunto de ações coordenadas para fortalecer a segurança digital no país.
*Com informações da Agência Brasil.








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