O subsecretário-geral da ONU para Ajuda Humanitária, Tom Fletcher, apresentou nesta terça-feira (09/12/2025) o novo apelo global de US$ 23 bilhões, destinado a apoiar 87 milhões de pessoas afetadas por crises humanitárias em 2026. Em entrevista a jornalistas em Genebra, Fletcher destacou que a comunidade humanitária está sobrecarregada, subfinanciada e sob ataque, reforçando a urgência de mobilização internacional.
Segundo Fletcher, as crises atuais não apenas surgem de conflitos ou desastres naturais, mas também geram consequências adicionais, como migração forçada, deslocamento de comunidades e aumento da vulnerabilidade social. Ele alertou para a necessidade de priorizar vidas e histórias humanas na formulação de respostas emergenciais.
O subsecretário-geral reforçou que o valor solicitado representa uma fração mínima dos gastos globais com armamento, que somaram cerca de US$ 2,73 trilhões em 2024, destacando a necessidade de direcionar recursos para salvar vidas em vez de ampliar conflitos.
Apelo focado em histórias humanas
Fletcher iniciou sua apresentação relatando a história de uma mulher que conheceu no Sudão, afirmando que “tudo começa com uma vida, uma história”. Ele ressaltou que a imaginação moral é essencial para mobilizar apoio global às ações humanitárias.
O chefe humanitário também enfatizou o impacto da desinformação, alertando que narrativas enganosas podem minar a confiança da população na ONU e reduzir a efetividade de esforços internacionais.
Nos próximos 87 dias, o Escritório da ONU de Assistência Humanitária apresentará o plano aos Estados-membros, simbolizando as 87 milhões de vidas que poderão ser atendidas caso o financiamento seja aprovado.
Prioridades e execução
O apelo de US$ 23 bilhões visa atender às necessidades mais urgentes, incluindo alimentação, abrigo, saúde, água potável e proteção para populações em áreas afetadas por conflitos, desastres climáticos e crises socioeconômicas.
Fletcher destacou que os recursos permitirão manter operações essenciais em regiões de alta vulnerabilidade e fortalecer a capacidade de resposta rápida a novas emergências.
O objetivo é garantir que a ajuda chegue diretamente às pessoas em situação de risco, minimizando o impacto das crises e promovendo condições básicas de sobrevivência e dignidade.
*Com informações da ONU News.










Deixe um comentário