Na terça-feira (20/01/2026), a organização do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) anunciou a seleção de “Rosebush Pruning”, novo longa-metragem do diretor brasileiro Karim Aïnouz, para a competição oficial da 76ª edição do festival, que será realizada entre 12 e 22 de fevereiro, na capital alemã. A escolha posiciona o filme entre as 22 produções que disputam o Urso de Ouro e amplia a visibilidade internacional do cinema brasileiro em 2026.
O projeto marca o retorno de Aïnouz à principal mostra da Berlinale após mais de uma década e integra uma produção internacional, reforçando a circulação de obras dirigidas por brasileiros em grandes festivais europeus. A seleção foi divulgada pela curadoria do evento como parte da programação competitiva.
A Berlinale é considerada um dos principais festivais de cinema do mundo e reúne produções de diferentes países, com foco em diversidade temática, linguagem autoral e alcance internacional.
Retorno de Karim Aïnouz à Berlinale
Com presença recorrente no circuito internacional, Karim Aïnouz volta à Berlinale após ter competido anteriormente com “Praia do Futuro”, em 2014. Em sua trajetória recente, o cineasta obteve reconhecimento ao vencer o prêmio Un Certain Regard, no Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”, em 2019.
O diretor destacou a relevância do festival como espaço de circulação de propostas cinematográficas contemporâneas e confirmou a estreia mundial do novo longa durante a programação oficial do evento. A seleção coloca novamente o nome do cineasta entre os realizadores brasileiros com maior presença em festivais internacionais.
“Rosebush Pruning” é descrito como um projeto de alcance global, desenvolvido em coprodução com países europeus, ampliando o diálogo entre o cinema brasileiro e o mercado audiovisual internacional.
Enredo e equipe criativa do longa
Ambientado em uma mansão localizada na Catalunha, o filme “Rosebush Pruning” apresenta uma narrativa centrada em quatro irmãos herdeiros de uma grande fortuna, que vivem isolados do mundo exterior. A trama aborda as relações familiares e os conflitos internos que surgem após a decisão do irmão mais velho de deixar a residência, desencadeando uma sequência de revelações.
O roteiro é assinado por Efthimis Filippou, indicado ao Oscar por “O Lagosta”, enquanto a equipe técnica reúne nomes com atuação recorrente em produções internacionais. A direção de fotografia é de Hélène Louvart, a direção de arte de Rodrigo Martirena e o figurino de Bina Daigeler.
A obra é classificada como uma sátira contemporânea, com foco em dinâmicas familiares, poder econômico e isolamento social, elementos recorrentes em debates atuais do cinema europeu.
Presença brasileira em diferentes mostras do festival
Além da competição principal, o Brasil estará representado em outras seções da Berlinale 2026, ampliando sua participação no evento. Na mostra Generation Kplus, voltada ao público jovem, foram selecionados “Feito Pipa”, de Allan Deberton, “Papaya”, de Priscilla Kellen, e o documentário “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai.
Na mostra Panorama, uma das principais vitrines do festival, o cinema brasileiro marca presença com “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, de André Novais Oliveira. Já a seção Forum, voltada à experimentação estética, contará com “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, de Janaína Marques.
A diversidade de gêneros e formatos selecionados evidencia a amplitude da participação brasileira no festival e o alcance internacional da produção audiovisual nacional.
*Com informações da Agência Brasil.











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