A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na terça-feira (27/01/2026), o primeiro programa de profissionalização da arbitragem nacional, com contratação por temporada, salários mensais, taxas variáveis e bônus por desempenho para atuação no Campeonato Brasileiro da Série A. O lançamento ocorreu durante evento institucional no Rio de Janeiro, e marca a formalização do vínculo entre árbitros e a entidade.
O modelo prevê equipes fixas ao longo do ano, dedicação prioritária à atividade e ausência de exigência de exclusividade. Os profissionais contarão com apoio técnico, preparação física, acompanhamento psicológico e monitoramento tecnológico, integrados a uma rotina estruturada de treinamento e avaliação.
Ao todo, 72 árbitros foram selecionados: 20 árbitros centrais (sendo 11 do quadro da FIFA), 40 assistentes (com 20 credenciados pela FIFA) e 12 árbitros de vídeo (VAR), todos com certificação internacional. O sistema inclui critérios de desempenho, ranking por rodada e possibilidade de rebaixamento anual, com promoções baseadas em resultados técnicos.
Estrutura contratual, remuneração e critérios técnicos
A remuneração combina salário mensal, valores variáveis e bônus por performance, vinculados a indicadores como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. As avaliações serão conduzidas por observadores e por uma comissão técnica contratada pela CBF.
Os árbitros terão planos individualizados, rotina semanal de treinos e quatro avaliações anuais, incluindo testes físicos e simulações de jogo. O acompanhamento abrangerá saúde, condicionamento, tecnologia e desenvolvimento contínuo, com registro sistemático dos resultados.
A rede de apoio inclui preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, com avaliações técnicas e físicas periódicas, reforçando a padronização de critérios e a previsibilidade do processo.
Governança do programa, participação dos clubes e cronograma
O programa foi desenvolvido ao longo do ano anterior por um grupo de trabalho liderado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques, com participação de 38 clubes das Séries A e B, além de consultores internacionais, árbitros, federações e associações.
Segundo a CBF, o início oficial está previsto para março, quando as contratações e o novo padrão operacional da arbitragem estarão plenamente implementados. O investimento total estimado é de R$ 195 milhões para o biênio 2026–2027.
Antes do programa, os árbitros atuavam sem vínculo formal, com pagamento por partida, em regime equivalente ao freelancer, apesar da atuação em competições de elite.
*Com informações da Agência Brasil.











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