A produção nacional de petróleo e gás natural alcançou 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em terça-feira (03/02/2026), consolidando alta de 13,3% em relação a 2024 e estabelecendo o maior volume anual já registrado no Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O resultado supera o recorde anterior de 4,344 milhões boe/d, registrado em 2023, e reflete a ampliação da capacidade operacional, com destaque para áreas do pré-sal da Bacia de Santos.
O indicador boe padroniza a soma de petróleo e gás ao converter o gás natural para equivalência energética de um barril de petróleo, permitindo consolidar a produção total do setor.
Recordes individuais de petróleo e gás natural
A produção exclusiva de petróleo atingiu 3,770 milhões de barris por dia, volume 12,3% superior ao ano anterior e também o maior da série histórica.
Já o gás natural registrou 179 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), representando crescimento de 17% na comparação anual.
O desempenho contribuiu para a atividade da indústria extrativa, que avançou 4,9%, enquanto a indústria geral cresceu 0,6%, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Novas plataformas ampliam capacidade produtiva
A elevação da produção em 2025 foi impulsionada pela entrada em operação de quatro unidades flutuantes de produção, armazenagem e transferência (FPSO) no pré-sal da Bacia de Santos.
Entraram em funcionamento as plataformas Almirante Tamandaré (fevereiro), Alexandre de Gusmão (maio), Bacalhau (outubro) e Petrobras 78 (dezembro).
Essas estruturas ampliam a extração em águas profundas e concentram parte relevante da nova oferta de óleo e gás no país.
Pré-sal concentra maior parcela da extração
Os campos do pré-sal responderam por 79,63% da produção total em óleo equivalente, mantendo a liderança nacional. O pós-sal representou 15,45%, enquanto os campos terrestres corresponderam a 4,92%.
Entre os campos marítimos com maior produção estão Tupi (21,36%), Búzios (20,47%), Mero (14,44%), Itapu (4,19%) e Jubarte (4,14%).
Na distribuição por bacia, Santos concentrou 77,79% da produção offshore, seguida por Campos, com 19,67%, ambas localizadas no litoral Sudeste.
Distribuição regional e participação da Petrobras
O Rio de Janeiro liderou a produção nacional, com 87,8% do petróleo extraído. O Espírito Santo (5,12%) ocupou a segunda posição, à frente de São Paulo (4,89%).
A Petrobras permaneceu como principal operadora do setor, com 90,03% da produção nacional em dezembro, considerando operações próprias ou em consórcio.
Os campos operados exclusivamente pela estatal responderam por 23,9% do total produzido no mês, consolidando a empresa como protagonista da exploração no país.
*Com informações da Agência Brasil.










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