O aumento de registros de HIV/Aids na Bahia e em Feira de Santana motivou alerta público durante sessão da Câmara Municipal de Feira de Santana, na quinta-feira (12/02/2026). A vereadora e enfermeira Lu de Ronny destacou a necessidade de reforçar medidas de prevenção durante o Carnaval de Salvador, período de maior circulação de pessoas e intensificação de contatos sociais.
Durante pronunciamento na tribuna, a parlamentar associou o contexto festivo à importância do uso de preservativos, testagem regular e informação sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O objetivo, segundo ela, é reduzir riscos e ampliar a conscientização, especialmente entre jovens.
Os dados citados indicam crescimento de diagnósticos recentes, o que, na avaliação da vereadora, exige ações educativas contínuas por parte do poder público e da sociedade.
Dados apontam mais de 11 mil casos na Bahia
Conforme números apresentados no discurso, a Bahia registrou 11.187 novos casos de HIV/Aids entre 2023 e 2025, com incidência relevante na faixa etária de 14 a 19 anos. O recorte etário foi apontado como fator de atenção para campanhas voltadas a adolescentes e jovens adultos.
Em Feira de Santana, foram 213 novos casos em 2025, elevando para 5.531 o total de pessoas cadastradas com a doença no município. Os registros reforçam a necessidade de acompanhamento contínuo na rede pública de saúde.
Segundo a parlamentar, a retomada de eventos de grande porte após a pandemia da COVID-19 pode ter reduzido a atenção da população a outras doenças transmissíveis, o que demanda reforço nas estratégias de prevenção.
Orientação inclui preservativos, testagem e redução de riscos
Durante o pronunciamento, Lu de Ronny afirmou que a participação em festas populares deve ser acompanhada de autocuidado e responsabilidade sanitária, com incentivo ao uso de preservativos e à moderação no consumo de bebidas alcoólicas, fatores associados à redução de comportamentos de risco.
A vereadora ressaltou que, como profissional de enfermagem, considera essencial divulgar informações epidemiológicas para estimular a prevenção e facilitar o acesso a serviços de testagem e tratamento disponíveis na rede pública.
Ela também defendeu campanhas educativas permanentes, distribuição de insumos preventivos e diálogo com escolas e comunidades, especialmente em períodos de grande mobilização, como o Carnaval, quando a exposição social é ampliada.










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