A seleção de Senegal assegurou participação na Copa do Mundo da FIFA pela terceira edição consecutiva e disputará o torneio de 2026 com metas de avançar além da fase de grupos e repetir sua melhor campanha histórica. A classificação foi confirmada após desempenho consistente nas eliminatórias e manutenção de invencibilidade ao longo do ciclo.
A equipe chega ao Mundial com sequência de resultados positivos, calendário definido no Grupo I e comando técnico de Pape Thiaw, ex-jogador da seleção. O planejamento inclui preparação internacional e foco na consolidação do sistema defensivo e ofensivo.
O histórico recente indica crescimento competitivo, com presença contínua em Copas desde 2018, além de aumento na regularidade de vitórias em partidas oficiais e amistosas. A comissão técnica trabalha com base no desempenho coletivo e na experiência de atletas que já atuaram em edições anteriores.
Calendário e estrutura do Grupo I
O Senegal estreia em 16 de junho contra a França, em Nova York/Nova Jersey. Na segunda rodada, enfrenta a Noruega no mesmo local. A terceira partida será diante de Iraque, Bolívia ou Suriname, em Toronto, encerrando a fase inicial.
Os confrontos estão distribuídos em diferentes sedes da América do Norte, exigindo logística ampliada e adaptação climática. A programação prevê intervalos curtos entre as partidas, com treinamentos de recuperação física e ajustes táticos.
A federação informou que o objetivo inicial é garantir classificação às oitavas de final, repetindo o desempenho obtido nas duas últimas participações. A definição de metas intermediárias considera saldo de gols, aproveitamento defensivo e eficiência ofensiva.
Comissão técnica e momento da equipe
O técnico Pape Thiaw integrou o elenco da campanha de 2002 como atacante e participou diretamente do avanço às quartas de final. Após encerrar a carreira, retornou à seleção como auxiliar e assumiu o comando principal em 2024.
Sob sua direção, a equipe registrou série de 26 partidas sem derrotas, com dois empates e vitórias em amistosos internacionais, incluindo triunfo sobre a Inglaterra. O desempenho elevou a média de gols marcados e reduziu o número de tentos sofridos.
Nas eliminatórias, o Senegal somou sete vitórias e três empates, com 22 gols a favor e três contra. O ataque foi distribuído entre diferentes jogadores, evitando concentração de dependência ofensiva em apenas um atleta.
Classificação e números das eliminatórias
A vaga foi confirmada após vitória por 4 a 0 sobre a Mauritânia na rodada final. O resultado consolidou a liderança do grupo e afastou a disputa direta com a República Democrática do Congo.
Os principais marcadores do ciclo foram Sadio Mané, Pape Matar Sarr e Ismaïla Sarr, responsáveis por mais da metade dos gols da campanha. O sistema defensivo registrou média inferior a um gol sofrido a cada três jogos.
O desempenho coletivo foi apontado pela federação como fator determinante para a manutenção da invencibilidade. A estratégia priorizou compactação defensiva, transição rápida e ocupação de espaços no meio-campo.
Histórico do Senegal em Copas do Mundo
O melhor resultado ocorreu na estreia do país em 2002, quando a equipe alcançou as quartas de final após eliminar adversários tradicionais. Na partida de abertura, venceu a França, então campeã mundial, por 1 a 0.
Na edição mais recente, no Copa do Mundo FIFA Catar 2022, o Senegal avançou às oitavas de final. Superou o anfitrião e o Equador na fase de grupos, mas foi eliminado posteriormente.
No total, a seleção soma 12 jogos em Copas, com cinco vitórias, três empates e quatro derrotas, além de 16 gols marcados e 17 sofridos. O país mantém três classificações consecutivas, sequência iniciada em 2018.
Destaques individuais e legado
Entre os artilheiros históricos, Papa Bouba Diop lidera o ranking de gols do Senegal em Mundiais, com três tentos. Henri Camara também figura entre os principais marcadores da equipe.
Kalidou Koulibaly, Youssouf Sabaly e Ismaïla Sarr estão entre os atletas com mais partidas disputadas pela seleção em Copas, todos com sete jogos cada. A experiência acumulada é considerada estratégica para a campanha de 2026.
O legado da participação de 2002 impulsionou investimentos institucionais no futebol nacional e ampliou a presença de atletas senegaleses em ligas internacionais, fortalecendo a base competitiva da seleção.










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