O quinto dia do Carnaval de Porto Seguro registrou grande público, shows de artistas do axé e do pagode, desfiles de blocos temáticos e ações sociais integradas, consolidando a Passarela da Cultura como principal polo da folia. A programação reuniu atrações musicais, campanhas de conscientização e suporte a trabalhadores informais, com impacto direto na circulação de turistas e na economia local.
Ao longo do circuito oficial, trios elétricos e blocos sem cordas ampliaram o fluxo de foliões, enquanto a gestão municipal reforçou serviços de apoio e organização logística. O modelo incluiu espaços de acolhimento, pontos de coleta de recicláveis e estrutura para ambulantes.
A combinação entre entretenimento e políticas públicas direcionadas marcou a data como um dos dias de maior movimentação do calendário festivo.
Shows e blocos concentram público na Passarela da Cultura
A programação foi liderada por Tuca Fernandes, que percorreu o circuito com repertório voltado ao axé music, atraindo multidão ao longo da avenida. O formato de pipoca, sem cordas, facilitou o acesso do público ao trio.
Durante o desfile, ocorreu a estreia do Bloco Não é Não, iniciativa com foco na prevenção à violência contra a mulher. O grupo reuniu mais de 3 mil participantes, com mensagens educativas e orientação sobre respeito e consentimento.
A ação contou com coordenação de equipes institucionais e reforço de segurança, integrando a campanha à agenda oficial do Carnaval.
Parangolé reúne multidão e amplia programação noturna
No período noturno, o palco móvel recebeu o grupo Parangolé, comandado por Lincoln Senna, que apresentou repertório de pagode e axé. A estimativa divulgada pela organização aponta público superior a 100 mil pessoas no entorno do circuito.
A sequência da festa teve ainda apresentações de Lucas Miranda e Di Dengo, mantendo a programação contínua até a madrugada.
O escalonamento de atrações buscou distribuir o fluxo de foliões e evitar interrupções entre os desfiles.
Carnaval Cultural e estrutura social complementam a festa
Além do circuito principal, o Carnaval Cultural promoveu atividades em outros pontos da cidade, com charangas e blocos tradicionais em praças e ruas históricas. Entre os grupos, participaram Karine Ramos e formações como a Charanga 2 de Julho.
A prefeitura implantou estande de apoio a catadores de latinhas, com fornecimento de água, equipamentos e ponto de coleta, visando melhorar as condições de trabalho e ampliar a destinação correta de resíduos.
Outro serviço oferecido foi o CAPITE, espaço de acolhimento para filhos de barraqueiros e ambulantes, permitindo que os responsáveis atuem no comércio temporário durante o evento.
Programação se estende a distritos turísticos
A agenda foi descentralizada para distritos do município. Em Arraial d’Ajuda, blocos e apresentações musicais ocorreram em praças públicas, com concentração de moradores e visitantes.
Já em Caraíva, charangas e blocos locais desfilaram pelas ruas do vilarejo, mantendo a tradição do Carnaval comunitário e fortalecendo o turismo regional.
A estratégia buscou distribuir público, estimular o comércio em diferentes áreas e reduzir sobrecarga no circuito central.










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