O Governo da Bahia assinou, na quinta-feira (19/02/2026), a ordem de serviço para a construção de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no município de Seabra, com o objetivo de ampliar a rede de assistência à saúde mental na região da Chapada Diamantina. A medida marca o início oficial das obras da nova unidade.
A assinatura foi realizada pelo governador em exercício Geraldo Júnior, ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e do subsecretário estadual da Saúde, Paulo Barbosa. O ato integra a estratégia de expansão da infraestrutura pública de saúde no interior do estado.
O projeto prevê investimento de R$ 1,8 milhão, com recursos viabilizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Municípios), iniciativa do Governo Federal destinada a financiar obras estruturantes em cidades brasileiras.
Ampliação da rede de saúde mental na Chapada Diamantina
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado, a construção do CAPS fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e amplia a oferta de cuidado especializado em saúde mental próximo ao domicílio dos usuários, reduzindo deslocamentos para outros centros.
O subsecretário Paulo Barbosa afirmou que o investimento busca interiorizar o atendimento, garantir acompanhamento contínuo e priorizar o tratamento em liberdade, com foco na integração do paciente ao convívio familiar e comunitário.
A implantação da unidade também integra o planejamento estadual para reduzir internações psiquiátricas desnecessárias por meio de atendimento territorializado e acompanhamento preventivo.
Estrutura e perfil de atendimento do novo CAPS
O equipamento será destinado ao atendimento de pessoas em sofrimento psíquico, incluindo casos de transtornos mentais graves e persistentes. O CAPS é classificado como serviço aberto e comunitário, integrante do Sistema Único de Saúde (SUS).
O funcionamento será baseado em atendimento multiprofissional diário, com equipes compostas por psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde.
Entre os serviços previstos estão consultas individuais, atendimentos em grupo, oficinas terapêuticas, acompanhamento familiar e atividades de inclusão social, com ações culturais, educativas e de geração de renda.
Atendimento em crises e integração comunitária
A unidade também atuará no acolhimento de pacientes em momentos de crise, oferecendo suporte imediato e acompanhamento intensivo, conforme protocolos da rede psicossocial.
O modelo busca fortalecer vínculos familiares e comunitários, promovendo estratégias de reinserção social e evitando internações hospitalares prolongadas.
Com a nova estrutura, a gestão estadual pretende ampliar a cobertura regional de saúde mental, consolidando o atendimento contínuo e descentralizado na Chapada Diamantina.








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