O município de Feira de Santana iniciou a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe para prevenção de formas graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças menores de 24 meses com comorbidades. A estratégia foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde e passou a ser ofertada na rede pública local.
As doses estão disponíveis no Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) e no Hospital Estadual da Criança, unidades de referência para o atendimento pediátrico no município.
Entre os dias 2 e 24 de fevereiro de 2026, foram aplicadas 179 doses, de um total de 340 unidades recebidas, conforme balanço da Secretaria Municipal de Saúde.
O que é o nirsevimabe e como funciona
O nirsevimabe é classificado como imunobiológico especial de proteção prolongada, indicado para ampliar a prevenção durante o período de maior circulação do VSR. O anticorpo atua diretamente na neutralização do vírus, reduzindo o risco de infecção grave.
A medida busca diminuir hospitalizações, complicações respiratórias e internações em UTI pediátrica, especialmente entre crianças com maior vulnerabilidade clínica.
De acordo com a pasta, o VSR é uma das principais causas de hospitalização em menores de um ano, o que motivou a ampliação do acesso ao imunobiológico no sistema público.
Público-alvo definido pelo SUS
A aplicação é destinada a crianças prematuras com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e seis dias, com proteção ofertada ao longo de todo o ano.
Também integram o público crianças menores de 24 meses com comorbidades, com administração durante a sazonalidade do vírus, entre fevereiro e agosto.
Estão incluídos casos de cardiopatia congênita com repercussão, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares graves e anomalias congênitas das vias aéreas, além de outras doenças pulmonares graves.
Fluxo de atendimento nas unidades de saúde
As crianças nascidas no Hospital Estadual da Criança recebem a aplicação na própria unidade. Já aquelas nascidas ou internadas no Hospital da Mulher seguem o fluxo interno do hospital para administração do imunobiológico.
Moradores do município que nasceram em outras maternidades devem encaminhar documentação ao setor de vigilância hospitalar do Hospital da Mulher, incluindo relatório médico, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, cartão vacinal e contato telefônico.
Após análise técnica, é realizado o agendamento para aplicação, conforme disponibilidade de doses e critérios clínicos estabelecidos pelo programa.
Estratégia de prevenção respiratória
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a inclusão do anticorpo integra o conjunto de ações de proteção à primeira infância, com foco na redução de agravamentos respiratórios.
A iniciativa complementa o calendário de vacinação e outras medidas preventivas já adotadas na atenção básica e hospitalar.
O município seguirá monitorando a cobertura do público-alvo e o consumo das doses para planejar novas remessas junto ao governo federal.








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