Polícia Federal deflagra Operação Proteção do Território em Porto Seguro contra invasão e venda ilegal de terras indígenas, degradação ambiental e tráfico de drogas

Uma ação integrada coordenada pela Polícia Federal foi deflagrada na quarta-feira (04/03/2026) para apurar invasão, comercialização ilegal de terras da União, degradação ambiental e suspeita de tráfico de drogas no interior da Terra Indígena Barra Velha, no município de Porto Seguro. A ofensiva recebeu o nome de Operação Proteção do Território.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça, com foco na coleta de documentos e materiais que auxiliem na identificação de envolvidos no suposto esquema de negociação irregular de lotes dentro da área protegida.

A investigação aponta a existência de contratos de cessão, vendas informais e registros financeiros relacionados à ocupação ilegal, além de indícios de outras práticas ilícitas associadas ao uso da área.

Força-tarefa e cumprimento de mandados

A operação foi executada por força integrada composta pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia, pela Coordenação de Operações e Recursos Especiais, pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar da Bahia, além da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Militar da Bahia.

Durante as diligências, as equipes buscaram documentos de propriedade, comprovantes de transações, materiais de engenharia, notas fiscais e registros contábeis, considerados relevantes para rastrear financiadores e intermediários.

Também houve apreensão de mídias eletrônicas, que passarão por perícia para extração de dados e cruzamento de informações.

Crimes investigados e alcance das apurações

De acordo com a Polícia Federal, as medidas cautelares visam identificar a extensão das ocupações irregulares e a eventual ligação com outros delitos. As apurações incluem suspeitas de estelionato qualificado, usurpação de terras públicas e tráfico de drogas.

As equipes ainda verificam a possibilidade de que a área estivesse sendo utilizada como esconderijo de foragido da Justiça.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis poderão responder criminalmente conforme a legislação vigente.

Continuidade das investigações

A corporação informou que as investigações seguem em andamento, com análise do material apreendido e coleta de novos depoimentos. Outras diligências poderão ser realizadas conforme a necessidade do inquérito.

O objetivo declarado é reunir provas para responsabilização dos envolvidos e coibir práticas que comprometam o patrimônio público e o território indígena.

A PF reforçou que denúncias podem contribuir para a identificação de novas frentes de atuação ilegal na região.


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