A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) realizou uma reunião para discutir estratégias voltadas à ampliação da presença do citrus baiano no mercado internacional. O encontro ocorreu na segunda-feira (09/03/2026), na sede da pasta, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, e reuniu representantes do setor público e de entidades ligadas à citricultura.
Participaram da reunião o secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, o chefe do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Bahia, André Queiroz, além do presidente da Câmara Setorial da Citricultura e secretário de Meio Ambiente e Agronegócio de Rio Real, Gabriel Soares. Também estiveram presentes representantes de associações e entidades do setor citrícola.
Durante o encontro, foram apresentadas demandas da cadeia produtiva e preocupações relacionadas ao escoamento da produção nas próximas safras, com foco na identificação de alternativas para ampliar a inserção da citricultura baiana no comércio exterior.
Expansão da citricultura no mercado internacional
Segundo o secretário Pablo Barrozo, a iniciativa busca estruturar ações que permitam identificar oportunidades de exportação e ampliar o aproveitamento da produção de citrus do estado.
De acordo com ele, a parceria com a ApexBrasil tem como objetivo avaliar caminhos para fortalecer a presença da produção baiana no mercado internacional, considerando o crescimento da atividade no estado.
O secretário também destacou que o processo envolve escuta de produtores, cooperativas, associações e empresas do setor, com a finalidade de identificar gargalos logísticos, comerciais e estruturais, além de apontar soluções de médio e longo prazo para a cadeia produtiva.
Mapeamento da cadeia produtiva
Para André Queiroz, chefe da ApexBrasil na Bahia, o fortalecimento das exportações depende de um diagnóstico detalhado da cadeia produtiva da citricultura no estado.
Segundo ele, o levantamento inclui identificar os agentes que compõem o setor, mapear os mercados já atendidos pela produção baiana e avaliar novas oportunidades de exportação.
O representante também destacou a importância da capacitação dos produtores e das organizações do setor, com foco na melhoria da gestão e no aprimoramento das estratégias de comercialização. Além disso, foi discutida a elaboração de um plano de ação voltado à prospecção e aproximação com novos mercados internacionais.
Organização do setor citrícola
O presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Gabriel Soares, ressaltou que o fortalecimento da atividade depende de maior organização da cadeia produtiva.
Segundo ele, a articulação entre produtores, cooperativas e entidades é fundamental para enfrentar desafios estruturais e garantir a comercialização de toda a produção de citrus do estado.
Gabriel Soares também destacou o papel de Rio Real, município localizado no nordeste baiano, considerado um dos principais polos produtores de citrus da Bahia, no desenvolvimento da citricultura estadual.
Desafios da cadeia produtiva
Entre os principais pontos apresentados pelos produtores está a queda no preço dos frutos e a redução das vendas de produtos derivados no mercado internacional, especialmente suco de laranja.
Outro desafio apontado é a ausência de indústrias de processamento de citrus na Bahia, o que impacta diretamente o aproveitamento da produção. Atualmente, as unidades industriais mais próximas para processamento de laranja estão localizadas no estado de Sergipe.
Diante desse cenário, representantes do setor defendem medidas que incentivem a instalação de indústrias processadoras no estado, além do fortalecimento das cooperativas e da ampliação de políticas públicas voltadas ao consumo da produção local.
Entre as propostas discutidas está a inclusão de citrus in natura e processado em programas institucionais, como a merenda escolar, estratégia que pode contribuir para ampliar a demanda interna e fortalecer a cadeia produtiva da citricultura na Bahia.








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