Uma equipe do Instituto Brasileiro de Museus realizou visita ao Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em Salvador, como parte da programação do (re)Conexões 2026, com foco no fortalecimento das políticas públicas para o setor museal. A agenda ocorreu nesta semana e envolveu articulações com instituições culturais do estado.
Durante a visita, a presidenta do Ibram, Fernanda Castro, destacou a importância de conhecer equipamentos culturais fora dos grandes centros e ressaltou o papel do museu na valorização da história das populações negras e na preservação da memória regional.
A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à ampliação da atuação institucional e ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao patrimônio cultural.
Cooperação institucional e políticas para o setor
Durante a agenda, foi destacada a assinatura de acordo de cooperação entre o Ibram e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), com foco em ações de formação, fomento e difusão cultural.
Segundo a presidenta do Ibram, a parceria busca fortalecer o Sistema Estadual de Museus e ampliar o alcance das políticas culturais em diferentes territórios da Bahia.
A visita técnica também foi apontada como ferramenta para identificar demandas locais e qualificar a formulação de políticas públicas, considerando a diversidade da rede museal brasileira.
Participação de gestores e articulação estadual
A agenda contou com a presença de representantes do IPAC, incluindo a chefe de gabinete Paula Guerra e a diretora de Museus Adriana Cravo.
A participação institucional reforça o compromisso com a consolidação do museu como referência cultural no estado e com a ampliação de ações integradas entre órgãos federais e estaduais.
O encontro também permitiu o alinhamento de estratégias voltadas ao fortalecimento do setor museal e à valorização do patrimônio histórico.
Requalificação e nova proposta expositiva
Instalado em um casarão do século XVIII, tombado como patrimônio nacional, o museu foi reaberto há quatro meses após processo de requalificação.
O espaço apresenta uma nova proposta expositiva que amplia a narrativa histórica, com foco nas experiências dos povos originários e das populações negras, incluindo abordagens sobre o trabalho escravizado e seus impactos no Recôncavo Baiano.
O acervo reúne mobiliário, documentos e objetos históricos que contribuem para a compreensão da formação regional e da história do Brasil.
Investimentos e estrutura do equipamento cultural
A requalificação do museu contou com investimento superior a R$ 42 milhões, provenientes do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Turismo, e do Prodetur/BID, vinculado ao Ministério do Turismo.
Além disso, a Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), por meio do IPAC, destinou mais de R$ 3 milhões para conclusão das obras e implantação do novo projeto expositivo.
As intervenções incluíram modernização de sistemas de segurança, aquisição de equipamentos e reorganização dos espaços, ampliando a capacidade de funcionamento do equipamento cultural.








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