O Brasil e os Estados Unidos anunciaram, na sexta-feira (10/04/2026), um acordo de cooperação para intensificar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas, com foco no compartilhamento contínuo de informações entre as aduanas dos dois países. A iniciativa foi detalhada após reunião realizada no Ministério da Fazenda, em Brasília.
A parceria envolve a Receita Federal do Brasil e o U.S. Customs and Border Protection (CBP) e estabelece a troca digital de dados sobre apreensões, permitindo identificar padrões, rotas e conexões entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o acordo busca fortalecer ações integradas de investigação, possibilitando atuação coordenada tanto na origem quanto no destino das cargas ilegais.
Compartilhamento de dados e estratégias de investigação
O modelo de cooperação prevê troca qualificada de informações em tempo real, ampliando a capacidade de resposta das autoridades diante de organizações criminosas transnacionais. A medida permite que dados sobre apreensões sejam analisados de forma conjunta, otimizando investigações.
Entre os itens monitorados estão drogas, armas, munições e peças utilizadas na montagem de armamentos, frequentemente ocultadas em contêineres marítimos e cargas aéreas.
As autoridades destacaram que o avanço tecnológico e a digitalização dos processos aduaneiros são fundamentais para identificar novas estratégias utilizadas por grupos criminosos.
Uso de tecnologia e aumento de apreensões
De acordo com a Receita Federal, o uso de equipamentos de raio-x para escaneamento de contêineres tem ampliado a detecção de materiais ilícitos. Atualmente, todos os contêineres exportados pelo Brasil passam por inspeção, o que contribui para o aumento das apreensões.
Dados apresentados indicam que organizações criminosas passaram a enviar peças separadas de armamentos, como forma de dificultar a identificação, o que elevou o número de apreensões desse tipo de material.
A Polícia Federal informou que mais de 1,1 mil armas e peças foram apreendidas nos últimos 12 meses nas aduanas brasileiras, além de mais de 1,5 mil toneladas de drogas apreendidas no primeiro trimestre de 2026, principalmente substâncias sintéticas e haxixe.
Programa Desarma e rastreamento internacional
Um dos principais eixos do acordo é o lançamento do Programa Desarma, sistema informatizado da Receita Federal voltado ao rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.
A ferramenta permitirá registrar informações detalhadas sobre apreensões, incluindo origem declarada, dados logísticos e identificadores como números de série, facilitando o monitoramento de cadeias ilegais.
O sistema também possibilita mapear redes internacionais de tráfico, ampliando a cooperação entre os países no combate ao crime organizado.
*Com informações da Agência Brasil.








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