A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA) divulgou nesta segunda-feira (13/04/2026) o balanço de mais uma fase da Operação Artemis, que resultou na captura de 75 criminosos de alta periculosidade, envolvidos principalmente em crimes violentos e ligados a facções com atuação no estado. As ações ocorreram entre fevereiro e abril de 2026, com operações coordenadas em diversas cidades baianas, outros estados e até no exterior, evidenciando o alcance estratégico da atuação integrada das forças de segurança.
Operação integrada amplia alcance e eficiência
A ofensiva foi estruturada a partir de trabalho conjunto de inteligência, análise de dados e diligências operacionais, coordenado entre órgãos estaduais e federais que compõem a FICCO/BA, com apoio de unidades similares em outras regiões do país. Esse modelo de integração permitiu ampliar significativamente a capacidade de localização e captura de foragidos da Justiça.
As prisões foram realizadas em diversos municípios da Bahia, incluindo:
- Salvador
- Feira de Santana
- Jequié
- Camaçari
- Vitória da Conquista
- Guanambi
- Itapetinga
- Ipiaú
- Cruz das Almas
- Santo Amaro
- Canavieiras
- Sento Sé
- Alagoinhas
Além disso, houve ações bem-sucedidas em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Tocantins, demonstrando a capilaridade interestadual da operação.
Facções criminosas e evasão territorial
As investigações indicam que lideranças de facções criminosas frequentemente deixam o estado da Bahia para tentar dificultar a atuação policial, mantendo, mesmo à distância, o comando de atividades ilícitas como tráfico de drogas, armas e crimes violentos.
Diante desse cenário, a operação concentrou esforços específicos na localização e captura desses indivíduos fora do território baiano, ampliando o escopo das ações e reforçando a necessidade de cooperação entre diferentes unidades federativas.
Cooperação internacional e prisões fora do Brasil
Um dos aspectos mais relevantes da Operação Artemis foi a realização de prisões internacionais, com destaque para ações na Bolívia, onde foragidos da Justiça baiana foram localizados e capturados.
Essas ações evidenciam o avanço da cooperação policial internacional, permitindo alcançar criminosos que tentavam escapar da persecução penal ao se deslocarem para outros países.
Crimes investigados e impacto na segurança pública
Os indivíduos capturados eram procurados por crimes considerados graves, entre eles:
- Homicídios
- Latrocínios
- Roubos qualificados
- Tráfico de drogas
- Participação em organizações criminosas
Segundo a FICCO/BA, cada mandado cumprido representa o resultado de investigações estruturadas, com base em elementos probatórios robustos, suficientes para fundamentar decisões judiciais de prisão preventiva, contribuindo para evitar a reiteração criminosa.
Estrutura da FICCO/BA e atuação interinstitucional
A FICCO/BA reúne diferentes órgãos de segurança pública, formando um modelo de atuação integrado. Compõem a força:
- Polícia Federal
- Polícia Militar da Bahia
- Polícia Civil da Bahia
- Polícia Penal da Bahia
- Secretaria Nacional de Políticas Penais
- Secretaria de Segurança Pública da Bahia
Essa estrutura tem sido apontada como modelo de cooperação interinstitucional, essencial para o enfrentamento ao crime organizado em contextos de alta complexidade.








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