O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou neste sábado (09/05/2026) que a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, realizada em Feira de Santana, reforçou a mobilização política da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no Território Portal do Sertão e evidenciou, segundo ele, o contraste entre o modelo governista de escuta popular e a estratégia da oposição liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). O encontro reuniu lideranças políticas, prefeitos, movimentos sociais e representantes de segmentos sociais e contou com a participação de nomes como Geraldo Júnior, Rui Costa, Jaques Wagner, Otto Alencar e Zé Neto, em uma agenda voltada à formulação de diretrizes para o próximo ciclo político e administrativo da Bahia.
Plenária do PGP 2026 reúne lideranças em Feira de Santana
A etapa do PGP 2026 em Feira de Santana foi apresentada pela base governista como parte de uma estratégia de interiorização do debate político e de construção programática para os próximos anos. A iniciativa busca reunir contribuições de diferentes territórios baianos, com participação de representantes da sociedade civil, movimentos sociais, gestores municipais e lideranças partidárias.
Feira de Santana ocupa posição estratégica nesse processo por ser o maior município do interior da Bahia e exercer influência regional sobre o Portal do Sertão. A realização da plenária no município ampliou o peso político do encontro, sobretudo em razão da presença de lideranças estaduais e nacionais vinculadas ao grupo governista.
Segundo Robinson Almeida, a mobilização superou expectativas e demonstrou a capacidade de articulação do grupo liderado por Jerônimo Rodrigues.
“Bombou o PGP em Feira. A plenária e os encontros setoriais foram representativos e com a contribuição de quem vive a realidade e quer que a Bahia siga avançando com o governador Jerônimo Rodrigues”, declarou o parlamentar.
Robinson Almeida contrapõe escuta popular à estratégia da oposição
Robinson Almeida utilizou a participação no evento para defender o modelo de formulação política baseado em consultas territoriais. Para o deputado, o PGP permite que demandas locais sejam incorporadas ao planejamento de governo, especialmente em áreas como saúde, educação, infraestrutura, cultura, agricultura e desenvolvimento regional.
O parlamentar também dirigiu críticas à oposição. Segundo ele, enquanto o grupo governista afirma construir propostas por meio do diálogo com a população, adversários políticos estariam concentrados em críticas ao governo estadual e em referências externas à realidade baiana.
“A diferença é gritante. Enquanto fazemos programa de governo participativo, dialogando com a população, identificando suas necessidades e inserindo suas demandas na plataforma de governo, a oposição só sabe criticar ou viajar para copiar modelo de outro estado que não é referência em implementação de políticas públicas no Brasil”, afirmou Robinson Almeida.
Deputado cita legado dos governos do PT na Bahia
Na avaliação do deputado, as gestões de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues consolidaram um ciclo de políticas públicas descentralizadas na Bahia. Robinson afirmou que o estado passou a investir de forma mais ampla em equipamentos regionais, com destaque para hospitais, policlínicas, escolas de tempo integral, obras de infraestrutura e programas voltados ao desenvolvimento inclusivo.
O parlamentar citou a construção de 30 novos hospitais nos últimos 19 anos como exemplo da expansão da rede pública estadual. A área da saúde tem sido mencionada por integrantes da base governista como uma das principais vitrines do modelo de regionalização adotado desde os governos petistas na Bahia.
Além da saúde, Robinson Almeida destacou investimentos em infraestrutura, agricultura, cultura e desenvolvimento sustentável. A argumentação busca associar o PGP 2026 à continuidade de políticas públicas iniciadas em governos anteriores e atualizadas pela gestão de Jerônimo Rodrigues.
Declaração mira ACM Neto e antecipa disputa de 2026
Ao projetar o cenário eleitoral de 2026, Robinson Almeida elevou o tom contra ACM Neto. O deputado afirmou que, com o avanço da mobilização política e popular em torno dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jerônimo Rodrigues, a oposição poderá enfrentar uma derrota mais ampla do que em disputas anteriores.
“Quando as placas tectônicas começarem a se mexer lá na frente, com ainda mais força, ACM Neto vai ter uma derrota muito mais avassaladora, porque a Bahia não quer retroceder e não aceita mais a prática da velha política”, declarou Robinson.
A fala deve ser compreendida dentro do ambiente de pré-campanha estadual. Embora a eleição de 2026 ainda dependa de definições formais de candidaturas, a movimentação de lideranças governistas e oposicionistas indica que a disputa pelo Governo da Bahia já ocupa posição central no debate político estadual.
PGP 2026 ganha função política e programática
O Programa de Governo Participativo 2026 tem dupla função no contexto político baiano. De um lado, atua como mecanismo de coleta de propostas e demandas regionais. De outro, serve como instrumento de mobilização da base governista, especialmente em territórios considerados relevantes para a disputa eleitoral.
A presença de lideranças como Rui Costa, Jaques Wagner, Otto Alencar, Geraldo Júnior e Zé Neto reforça o caráter político do encontro. A agenda em Feira de Santana reuniu figuras com influência sobre diferentes segmentos partidários, eleitorais e regionais, o que fortalece a leitura de que o PGP também cumpre papel de organização da aliança governista para 2026.
Nesse cenário, Robinson Almeida buscou apresentar o programa como contraponto à oposição, sustentando que a escuta popular seria uma diferença metodológica entre os dois campos. A disputa narrativa deve permanecer no centro do debate eleitoral baiano nos próximos meses.
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