O Festival Salvador Jazz realiza sua 7ª edição entre 27 e 31 de maio de 2026, no Largo da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Com programação gratuita, o evento reúne nomes da música instrumental, jazz, MPB, soul, afrobeat e ritmos afro-brasileiros, consolidando-se como um dos principais encontros culturais da capital baiana voltados às sonoridades contemporâneas.
A programação contará com apresentações de Sandra Sá, Amaro Freitas, A Cor do Som, Camila Rocha, Aguidavi do Jêje, Skanibais e Grupo Garagem, além de oficinas formativas ministradas por músicos e profissionais da área cultural. A expectativa da organização é receber mais de 15 mil pessoas durante os dias de shows.
Além das apresentações musicais, o festival promove atividades de formação cultural entre quarta-feira (27/05/2026) e sexta-feira (29/05/2026), fortalecendo o intercâmbio entre artistas, estudantes e o público interessado em música instrumental e sonoridades afro-brasileiras.
Programação reúne artistas do jazz e da música afro-brasileira
Entre os destaques da programação está o pianista Amaro Freitas, vencedor do Prêmio Paul Acket 2026, reconhecimento internacional voltado ao jazz contemporâneo. O músico leva ao palco composições marcadas pela conexão entre jazz, ancestralidade africana e música instrumental brasileira.
A cantora Sandra Sá também integra a line-up do festival com repertório que atravessa soul, samba, MPB e ritmos afro-diaspóricos. A artista apresentará sucessos como “Olhos Coloridos”, “Joga Fora” e “Retratos e Canções”.
O grupo A Cor do Som, vencedor do Grammy Latino de 2021 pelo álbum “Rosa”, participa da programação com show voltado ao jazz instrumental brasileiro e à fusão de ritmos contemporâneos.
Festival amplia diversidade musical e espaço para artistas negros
A edição de 2026 também contará com apresentações de Camila Rocha, Aguidavi do Jêje, Skanibais e Grupo Garagem, fortalecendo a proposta do festival de integrar diferentes linguagens musicais e artistas da cena instrumental brasileira.
O grupo Aguidavi do Jêje, liderado por Luizinho do Jêje, levará ao palco uma apresentação baseada em cantigas tradicionais, percussão afro-baiana e elementos do candomblé. Formado por 16 músicos e ogãs, o conjunto integra tradição cultural e música instrumental contemporânea.
Já a banda Skanibais apresentará repertório com influências de jazz, reggae e ska. O encerramento da programação musical ficará por conta do Grupo Garagem, coletivo instrumental baiano com trajetória consolidada na música instrumental e na MPB.
Oficinas culturais integram programação formativa
Além dos shows gratuitos, o Festival Salvador Jazz promoverá oficinas criativas e atividades de formação com músicos convidados. A programação educativa contará com participações do guitarrista Eric Assmar, do baterista Tedy Santana e da professora Marília Sodré, integrante do grupo SAMBAIANA.
As oficinas serão realizadas entre 27 e 29, ampliando o acesso à capacitação musical e fortalecendo ações de formação cultural em Salvador.
Segundo os curadores Fernanda Bezerra e Fabrício Mota, o festival trabalha com um conceito ampliado de jazz, valorizando diálogos entre música instrumental brasileira, afro-jazz, MPB, soul e novas sonoridades contemporâneas.
Evento fortalece economia criativa e calendário cultural de Salvador
Ao longo das últimas edições, o Festival Salvador Jazz passou a integrar o calendário cultural da capital baiana, reunindo artistas nacionais e internacionais ligados à música instrumental e às sonoridades afro-diaspóricas.
O evento também atua no fortalecimento da economia criativa, movimentando o setor cultural, turístico e gastronômico do bairro do Rio Vermelho durante os dias de programação.
Para 2026, a organização informa que 50% da grade será composta por mulheres e 70% das atrações terão participação de artistas negros, além da presença de músicos baianos em metade da programação oficial.








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