O Festival de Acarajé será realizado neste sábado (25/07/2026), em Salvador, como parte da programação do Circuito Mulheres Negras em Movimento, iniciativa promovida pela Prefeitura de Salvador em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A 8ª edição do evento, organizada pela Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam) com apoio da administração municipal, ocorrerá das 14h às 20h, na Praça da Cruz Caída, com distribuição gratuita de acarajé, apresentações culturais e rodas de conversa.
A iniciativa tem como objetivo valorizar o protagonismo das mulheres negras, destacar a relevância histórica das baianas de acarajé e fortalecer a preservação do ofício, reconhecido desde 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Bem Cultural Imaterial do Brasil.
Além da programação cultural, o festival integra as ações desenvolvidas durante o mês de julho em referência às datas dedicadas à valorização das mulheres negras, reunindo atividades voltadas à cultura, empreendedorismo, formação e debates sobre questões sociais.
Programação inclui distribuição gratuita de acarajé e debates sobre empreendedorismo
Durante o festival, serão disponibilizados quatro tabuleiros para distribuição gratuita de acarajé ao público. A programação também contará com apresentações musicais de voz e violão, samba e show da banda D’Papo.
Outro destaque será a roda de conversa “Mulher, Azeite e Flor”, que reunirá empreendedoras negras, baianas de acarajé e participantes do evento para discutir temas como empreendedorismo, violência contra a mulher e racismo.
A organização estima a participação de 30 baianas de acarajé, número equivalente ao registrado na edição anterior do festival.
Evento integra o Circuito Mulheres Negras em Movimento
Segundo a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, a inclusão do Festival de Acarajé na programação do Circuito Mulheres Negras em Movimento reforça a valorização da culinária tradicional baiana e do trabalho desenvolvido pelas baianas de acarajé.
De acordo com a gestora, o festival contribui para ampliar ações relacionadas à cultura, economia, empreendedorismo, qualificação profissional e fortalecimento do protagonismo feminino negro, tendo como base o reconhecimento do ofício das baianas de acarajé como patrimônio cultural brasileiro.
A declaração foi feita durante a divulgação da programação do evento, promovido pela Prefeitura de Salvador em parceria com a Abam.
Abam destaca distribuição gratuita e valorização da identidade cultural
A presidente da Abam, Rita Santos, afirmou que o festival realizado em Salvador é, atualmente, o único entre eventos semelhantes promovidos no país que oferece distribuição gratuita de acarajé ao público.
Segundo ela, embora festivais também sejam realizados em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, a edição promovida na capital baiana mantém essa característica, reunindo grande participação popular.
Rita Santos também destacou que o mês de julho representa um período de fortalecimento da identidade e da visibilidade das baianas de acarajé, ressaltando o papel desempenhado pelas mulheres no empreendedorismo e na preservação da tradição cultural.
Circuito reúne programação gratuita até 1º de agosto
O Circuito Mulheres Negras em Movimento é promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), dentro do programa Salvador Capital Afro.
Em sua segunda edição, a programação foi iniciada em quarta-feira (16/07/2026) e seguirá até sábado (01/08/2026), reunindo atividades gratuitas em diferentes espaços da capital baiana.
Entre as ações previstas estão apresentações artísticas, oficinas, rodas de conversa, iniciativas de empreendedorismo, atividades de saúde, bem-estar e proteção social. A programação completa está disponível no perfil oficial da Secult nas redes sociais.
Datas reforçam valorização das mulheres negras
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, foi instituído em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana.
A data foi criada com o objetivo de ampliar a discussão sobre as desigualdades enfrentadas pelas mulheres negras e fortalecer ações voltadas ao reconhecimento das culturas afrodescendentes na América Latina e no Caribe.
No Brasil, 25 de julho também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014, dedicada ao reconhecimento da contribuição das mulheres negras e ao incentivo à formulação de políticas públicas de enfrentamento ao racismo e à discriminação.







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