As 12 usinas hidrelétricas da AXIA Energia no Nordeste concentram 93% da capacidade instalada hídrica do subsistema Nordeste, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Dos 11.028 megawatts (MW) de potência hídrica registrados na região, os ativos da companhia representam 10.263 MW. Os dados consideram a capacidade instalada e os resultados de geração registrados no primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e junho de 2026, as hidrelétricas da empresa geraram, de forma acumulada, 14,84 terawatt-hora (TWh). Segundo a companhia, esse volume corresponde a aproximadamente 30% da energia consumida em todo o Nordeste no período. O mesmo montante seria suficiente, em termos equivalentes, para atender simultaneamente aos estados do Ceará e de Pernambuco durante os primeiros seis meses do ano.
Entre os principais ativos está o Complexo de Paulo Afonso, localizado entre Alagoas e Bahia. O complexo é formado por cinco usinas e possui 4.280 MW de potência instalada. Também fazem parte do portfólio nordestino da companhia a UHE Xingó, na divisa entre Sergipe e Alagoas, com 3.162 MW, e a Usina de Luiz Gonzaga, antiga UHE Itaparica, entre Pernambuco e Bahia, com 1.480 MW.
Complexos hidrelétricos atendem variações da demanda
A Usina de Luiz Gonzaga passa por um programa de modernização de R$ 1 bilhão, conforme informado pela companhia. O projeto prevê a instalação de uma nova unidade geradora, com expectativa de acrescentar 246,6 MW à capacidade de produção do empreendimento.
O conjunto de hidrelétricas da AXIA é apontado pela empresa como parte da infraestrutura de fornecimento de energia para os quase 20 milhões de domicílios do Nordeste. A geração também está relacionada ao atendimento de atividades industriais e comerciais e à implantação de empreendimentos e tecnologias com demanda elevada por eletricidade.
Entre os segmentos citados estão centros de pesquisa em inteligência artificial e projetos relacionados ao hidrogênio verde. A geração hidrelétrica também participa do atendimento do Sistema Interligado Nacional (SIN), permitindo o intercâmbio de energia entre diferentes regiões e subsistemas.
Geração hidrelétrica participa do atendimento às rampas de carga
Segundo Tony Ulysses, diretor-presidente da AXIA Energia na Região Nordeste, os resultados de geração demonstram a participação das hidrelétricas no atendimento do sistema elétrico. A empresa destaca a capacidade das usinas de responder a variações de demanda e de complementar outras fontes de geração.
O conceito de rampa de carga, utilizado pelo ONS, refere-se a variações rápidas e expressivas na demanda ou à necessidade de compensar alterações na geração de fontes cuja produção depende de condições naturais, como eólica e solar.
Em 24 de junho de 2026 (quarta-feira), as hidrelétricas da região responderam por 49,2% da eletricidade consumida no Nordeste durante um período de redução da geração solar no fim da tarde e início da noite. De acordo com os dados apresentados, foram fornecidos 6,63 TWh, diante de uma necessidade total de 13,48 TWh para atendimento dos consumidores locais.
Hidrelétricas responderam a aumento da demanda em fevereiro
Outro episódio ocorreu em 18 de fevereiro de 2026 (quarta-feira), durante uma onda de calor que elevou as temperaturas acima de 30°C na região. O aumento das temperaturas contribuiu para a elevação da demanda por eletricidade.
Naquele período, as usinas hidrelétricas responderam por 37% da geração necessária para a estabilização do sistema, conforme os dados divulgados pela companhia. O desempenho ilustra a utilização da geração hídrica para complementar o fornecimento em momentos de aumento do consumo.
A atuação das hidrelétricas em situações de variação de carga está associada à possibilidade de ajustar a geração de acordo com as necessidades do sistema. Essa característica permite complementar fontes cuja produção apresenta maior variação ao longo do dia, contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda de eletricidade.
AXIA possui 81 usinas e atua em geração e transmissão
No conjunto de ativos informado pela empresa, a AXIA Energia possui 81 usinas, sendo 47 hidrelétricas, 33 eólicas e uma solar. A companhia também atua no segmento de transmissão de energia elétrica.
Segundo informações institucionais apresentadas pela própria empresa, a AXIA responde por 17% da capacidade de geração nacional e por 37% das linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). A companhia se apresenta como uma empresa de energia de fontes renováveis.
No Nordeste, a concentração de 10.263 MW em capacidade hídrica coloca as usinas da companhia como parte relevante da infraestrutura de geração do subsistema regional. Os dados de geração do primeiro semestre e os episódios de atendimento às rampas de carga mostram a participação dos ativos no fornecimento de energia em diferentes condições de demanda.
Papel da geração hídrica no sistema elétrico regional
Os números divulgados indicam que a geração hidrelétrica permanece integrada à operação do sistema elétrico nordestino, tanto no fornecimento regular quanto no atendimento de períodos de alteração da demanda ou redução da geração de outras fontes.
A participação de 49,2% no atendimento do Nordeste em 24 de junho e de 37% da geração necessária durante o episódio de aumento da demanda em 18 de fevereiro demonstra a utilização das hidrelétricas em diferentes situações operacionais registradas em 2026.
Com capacidade instalada de 10.263 MW no subsistema Nordeste e geração acumulada de 14,84 TWh no primeiro semestre, os ativos da AXIA representam uma parcela significativa da geração hídrica regional. A modernização da Usina de Luiz Gonzaga, por sua vez, prevê a incorporação de 246,6 MW à capacidade instalada, ampliando o potencial de geração do empreendimento.








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