O Ginásio Municipal Oyama Pinto, em Feira de Santana, recebeu neste sábado (29/08/2026) uma edição do Campeonato Baiano de Artes Marciais, com disputas de karatê envolvendo atletas de diferentes faixas etárias. A programação reuniu crianças, jovens e adultos, além de familiares, treinadores e integrantes de academias participantes.
A competição faz parte de um circuito que também contempla jiu-jitsu, krav maga, taekwondo, judô e MMA. A proposta é ampliar a participação nas artes marciais e criar oportunidades para praticantes de diferentes níveis e idades.
Segundo o superintendente de Esportes de Feira de Santana, Emerson Brito, o campeonato busca promover participação, integração e desenvolvimento por meio da prática esportiva. Ele destacou que a programação reúne crianças a partir de quatro anos e atletas com mais de 60 anos, evidenciando a presença de diferentes gerações nas disputas.
Campeonato reúne diferentes gerações no esporte
Para Emerson Brito, a participação em competições também está relacionada ao desenvolvimento individual dos atletas. Segundo o superintendente, as artes marciais trabalham aspectos como disciplina, respeito, autocontrole e perseverança, além da preparação para as disputas.
O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lobo, afirmou que iniciativas dessa natureza contribuem para ampliar a prática esportiva e a participação de crianças e jovens. Ele também destacou a presença de familiares e atletas representando suas respectivas academias.
Entre os competidores esteve Alice Oliveira, de 9 anos, que começou a praticar karatê aos cinco anos. A atleta acumula resultados em competições, incluindo título da Copa do Brasil e vice-campeonatos brasileiro e baiano.
Alice Oliveira relata trajetória no karatê
Alice contou que começou no karatê depois de praticar balé e que passou a participar de competições ao longo dos anos. Segundo a atleta, apesar da emoção antes das lutas, a experiência de competir faz parte de sua rotina esportiva. Ela também associou a modalidade ao aprendizado sobre respeito ao próximo.
A mãe da atleta, Juliana Oliveira, relatou mudanças percebidas no comportamento da filha desde o início dos treinamentos. Segundo ela, a prática contribuiu para aspectos como disciplina escolar, relacionamento interpessoal, divisão, empatia e respeito.
O trabalho de formação também é desenvolvido nas academias que participam do circuito. O sensei Bruce Costa, responsável pelos treinamentos de Alice e de outros competidores, levou mais de 60 atletas para o campeonato realizado no Ginásio Oyama Pinto.
Formação de atletas vai além das competições
Bruce Costa afirmou que parte dos atletas inicia os treinamentos ainda na infância e permanece vinculada à modalidade durante diferentes fases da vida. Segundo o sensei, alguns praticantes que começaram aos cinco anos chegaram à faixa-preta e posteriormente ingressaram no ensino superior.
A participação de atletas de diferentes idades colocou no mesmo ambiente crianças, jovens e adultos, com familiares e profissionais acompanhando as disputas. A programação também permitiu a convivência entre integrantes de diferentes academias e categorias.
O campeonato em Feira de Santana reforçou a utilização das artes marciais como prática esportiva e instrumento de formação, com atividades que envolvem competição, disciplina, convivência e desenvolvimento pessoal. A edição realizada no sábado integrou o calendário de modalidades que compõem o circuito de artes marciais promovido no município.








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