Eleições 2026 na Bahia: veja os 39 deputados federais eleitos, partidos, federações e os 10 mais votados na suplência

A Bahia definiu no domingo (04/10/2026) os 39 deputados federais que representarão o estado na Câmara dos Deputados na legislatura iniciada em 1º de fevereiro de 2027. Com 100% das urnas apuradas, Pastor Sargento Isidório (Avante) terminou como o candidato mais votado, com 248.147 votos, seguido por Antonio Brito (PSD), com 205.815, e Neto Carletto (Avante), com 197.240 votos.

A apuração contabilizou 8.281.816 votos válidos para deputado federal na Bahia. Do total de eleitores aptos, 19,98% não compareceram às urnas. Os votos em branco representaram 4,48%, e os nulos, 3,97%.

O resultado para a Câmara é definido pelo sistema proporcional. Diferentemente das eleições majoritárias, as 39 cadeiras não são simplesmente destinadas aos 39 candidatos com maior número de votos individuais. A distribuição considera os votos recebidos pelas candidaturas, partidos e federações e, posteriormente, define os eleitos dentro das respectivas listas. O TSE confirma que esse sistema é utilizado nas eleições para deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador.

Nas eleições proporcionais não são admitidas coligações partidárias. As federações, por outro lado, funcionam eleitoralmente de forma unificada. Entre as registradas no TSE estão a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV; a Federação União Progressista, integrada por União Brasil e PP; e a Federação PSDB Cidadania.

Pastor Sargento Isidório, Antonio Brito e Neto Carletto lideram votação

Pastor Sargento Isidório (Avante) recebeu 248.147 votos, equivalentes a 3,00% dos votos válidos, e terminou na primeira posição da votação nominal para deputado federal na Bahia. Antonio Brito (PSD) ficou em segundo, com 205.815 votos (2,49%), enquanto Neto Carletto (Avante) alcançou 197.240 votos (2,38%).

Logo depois aparecem Daniel Alencar (PSD), com 192.492 votos, e Lucas Reis (PT), com 192.080. Assim, os cinco candidatos mais votados individualmente ultrapassaram 190 mil votos.

Pastor Sargento Isidório, nome civil Manoel Isidório de Santana Junior, nasceu em Salvador em 28 de julho de 1962. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, exerceu mandatos na Assembleia Legislativa da Bahia. Iniciou seu primeiro mandato federal em 2019, foi reeleito em 2022 e conquistou em 2026 novo mandato pelo Avante. A Câmara registra sua atuação como deputado titular na legislatura 2023–2027.

Antonio Brito, nome completo Antonio Luiz Paranhos Ribeiro Leite de Brito, nasceu em Salvador em 17 de janeiro de 1969. Está na Câmara dos Deputados desde 2011 e chegou à eleição de 2026 como líder do PSD na Casa.

Neto Carletto, nome civil Orlando Sulz de Almeida Neto, nasceu em Teixeira de Freitas em 28 de maio de 1996. Empresário e bacharel em Direito, foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2022, então pelo PP, e tomou posse em 1º de fevereiro de 2023. Filiou-se ao Avante em 2025 e assumiu em 19 de maio de 2026 a presidência da Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara. Antes do mandato parlamentar, foi chefe de gabinete da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb).

Brasil da Esperança e União Progressista concentram 18 cadeiras

A composição da nova bancada mostra que a Federação Brasil da Esperança conquistou 10 das 39 cadeiras, enquanto a Federação União Progressista obteve oito. Juntas, as duas organizações partidárias respondem por 18 cadeiras, ou pouco mais de 46% da representação baiana na Câmara.

A Federação PSDB Cidadania conquistou outras duas vagas. Entre as legendas que disputaram isoladamente, o PSD elegeu seis deputados; o PL, quatro; Avante e Republicanos, três cada; e MDB, PSB e PDT, um parlamentar cada. Por legenda individual, o PT, com sete eleitos, formará a maior bancada partidária baiana na Câmara.

Federação Brasil da Esperança — 10 deputados

O PT conquistou sete cadeiras: Lucas Reis, com 192.080 votos; Ivoneide Caetano, 163.055; Jorge Solla, 152.049; Valmir Assunção, 148.941; Afonso Florence, 138.163; Maria Marighella, 108.870; e Joseildo, 108.200 votos.

O PCdoB elegeu três representantes: Olivia, com 123.359 votos; Daniel, com 114.552; e Alice Portugal, com 114.395 votos. O PV não conquistou uma cadeira com candidato próprio, mas seus votos compõem o resultado da Federação Brasil da Esperança.

Federação União Progressista — 8 deputados

O União Brasil elegeu seis deputados: Elmar, com 134.235 votos; Dal Barreto, 122.667; Ditinho Avivip, 111.025; Leur Lomanto Junior, 108.893; Paulo Azi, 105.797; e Manuel Rocha, 104.969 votos.

O PP conquistou duas vagas, com Sandro Filho, que recebeu 167.394 votos, e Claudio Cajado, com 110.384. A Federação União Progressista foi registrada no TSE em 26 de março de 2026 e reúne oficialmente União Brasil e Progressistas.

Federação PSDB Cidadania — 2 deputados

As duas cadeiras da Federação PSDB Cidadania foram conquistadas pelo PSDB. Carlos Muniz recebeu 141.762 votos, enquanto Adolfo Viana alcançou 119.865. O Cidadania não elegeu candidato próprio para a bancada baiana.

PSD — 6 deputados

O PSD elegeu Antonio Brito, com 205.815 votos; Daniel Alencar, 192.492; Gabriel Nunes, 155.060; Sergio Brito, 148.775; Raimundo Costa, 102.907; e Charles Fernandes, com 87.945 votos.

PL — 4 deputados

O PL conquistou quatro cadeiras: Doutora Raissa Soares, com 162.370 votos; Roberta Roma, 156.108; João Bacelar, 107.232; e Capitão Alden, com 105.110 votos.

Avante — 3 deputados

O Avante elegeu Pastor Sargento Isidório, com 248.147 votos; Neto Carletto, 197.240; e Elmo Vaz, com 65.558 votos. O partido reúne, portanto, o primeiro e o terceiro candidatos mais votados na disputa para deputado federal no estado.

Republicanos — 3 deputados

O Republicanos conquistou três vagas com Diego Coronel, que recebeu 144.890 votos; Léo Prates, 103.794; e Márcio Marinho, 97.458 votos.

MDB, PSB e PDT conquistam uma vaga cada

O MDB elegeu Ricardo Maia, com 147.981 votos. Pelo PSB, Mario Negromonte Jr conquistou a vaga com 101.536 votos. O PDT completa a relação dos partidos representados na bancada com Felix Mendonça, que obteve 60.159 votos.

A soma dos representantes das federações e legendas alcança as 39 cadeiras destinadas à Bahia na Câmara dos Deputados. Dos eleitos, 28 foram reeleitos e seis são mulheres, de acordo com levantamento feito a partir dos resultados do TSE.

Dez candidatos mais votados que terminaram como suplentes

O resultado final evidencia uma característica do sistema proporcional: obter mais votos individualmente que um candidato de outro partido ou federação não garante uma cadeira. A quantidade de vagas atribuída a cada agrupamento depende da votação obtida pela respectiva legenda ou federação e da aplicação das regras de distribuição previstas na legislação eleitoral.

Com a totalização encerrada, os dez candidatos mais votados entre os que não conquistaram uma das 39 cadeiras e terminaram na suplência foram:

  1. Jayminho Vieira Lima (MDB) — 115.292 votos;
  2. Zé Neto (PT) — 104.550 votos;
  3. Arthur Maia (União Brasil) — 103.336 votos;
  4. Bacelar (PV) — 102.703 votos;
  5. Waldenor (PT) — 96.378 votos;
  6. Leandro de Jesus (PL) — 91.368 votos;
  7. Lídice da Mata (PSB) — 89.705 votos;
  8. Vitor Bonfim (PSB) — 89.338 votos;
  9. Paulo Magalhães (PSD) — 82.187 votos;
  10. Soldado Correa (Republicanos) — 80.879 votos.

Jayminho Vieira Lima, portanto, foi o candidato não eleito com maior votação nominal na Bahia, com 115.292 votos. Seu desempenho superou o número de votos obtido por vários candidatos eleitos por outros partidos e federações. No MDB, porém, a única cadeira conquistada foi ocupada por Ricardo Maia, que recebeu 147.981 votos.

Situação semelhante aparece na Federação Brasil da Esperança. Zé Neto, com 104.550 votos; Bacelar, com 102.703; e Waldenor, com 96.378, ficaram fora das dez vagas conquistadas pelo agrupamento. O último eleito da federação em votação nominal foi Joseildo, com 108.200 votos.

Na Federação União Progressista, Arthur Maia obteve 103.336 votos e terminou fora das oito cadeiras conquistadas pelo agrupamento. Manuel Rocha, do União Brasil, recebeu 104.969 votos e ficou com a última vaga da federação entre os eleitos. A diferença nominal entre os dois foi de 1.633 votos.

No PL, Leandro de Jesus recebeu 91.368 votos e ficou na suplência após o partido eleger quatro representantes. No PSB, que conquistou uma cadeira com Mario Negromonte Jr, aparecem entre os dez não eleitos mais votados Lídice da Mata, com 89.705 votos, e Vitor Bonfim, com 89.338.

Paulo Magalhães, com 82.187 votos, ficou entre os suplentes do PSD, enquanto Soldado Correa, com 80.879, aparece entre os não eleitos do Republicanos.

Ranking dos suplentes não é uma fila estadual de convocação

A relação dos dez candidatos é um ranking baseado na votação nominal entre os não eleitos. Ela não deve ser interpretada como uma ordem única de suplência para toda a Bahia.

No sistema proporcional, partidos e federações formam suas próprias listas. O próprio TSE estabelece que os votos destinados às candidaturas, partidos e federações são considerados na distribuição das vagas e que os tribunais regionais eleitorais proclamam tanto os deputados eleitos quanto seus suplentes.

Nas federações, os partidos integrantes atuam como uma única agremiação nas eleições proporcionais, e os votos de suas legendas são somados para efeito da distribuição das cadeiras. Dessa forma, uma eventual substituição de parlamentar deve observar a lista correspondente ao partido ou à federação vinculada à vaga, e não o ranking geral estadual de votação nominal.

Assim, Jayminho Vieira Lima integra a lista do MDB; Zé Neto, Bacelar e Waldenor, a lista da Federação Brasil da Esperança; Arthur Maia, a da Federação União Progressista; Leandro de Jesus, a do PL; Lídice da Mata e Vitor Bonfim, a do PSB; Paulo Magalhães, a do PSD; e Soldado Correa, a do Republicanos.

Essa distinção é essencial para compreender por que o candidato não eleito mais votado do estado não assume automaticamente a primeira vaga que eventualmente seja aberta na bancada baiana.

Resultado final substitui números divulgados durante a apuração

Com 100% das urnas apuradas, os resultados definitivos substituem os números preliminares divulgados durante a noite de 04/10/2026. A versão anterior desta reportagem havia sido produzida quando a totalização ainda estava abaixo de 100%, razão pela qual diversas votações nominais apresentavam valores ligeiramente menores.

A conclusão da apuração elevou, por exemplo, a votação de Pastor Sargento Isidório para 248.147, a de Antonio Brito para 205.815 e a de Neto Carletto para 197.240 votos. Entre os suplentes, Jayminho Vieira Lima encerrou com 115.292 votos, seguido por Zé Neto, com 104.550, e Arthur Maia, com 103.336.

A totalização registrou 35.476 de 35.476 seções apuradas, encerrando a contagem dos votos para o cargo no estado.

Nova bancada toma posse em fevereiro de 2027

Os 39 deputados federais eleitos pela Bahia tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 para mandatos de quatro anos. A nova bancada representará a população baiana na Câmara dos Deputados durante a próxima legislatura, participando da elaboração de leis federais, da votação do Orçamento da União e das atividades de fiscalização do Poder Executivo.

Com a totalização encerrada, os números apresentados nesta reportagem refletem o resultado final das Eleições 2026 para deputado federal na Bahia, conforme os dados divulgados a partir da base oficial da Justiça Eleitoral.


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