O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marcou nesta quarta-feira (07/10/2026) os três anos dos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram mais de 1,2 mil pessoas mortas em Israel e resultaram no sequestro de 251 pessoas. Em manifestação sobre a data, Guterres afirmou que nada pode justificar as atrocidades cometidas naquele dia e defendeu o fim do sofrimento de israelenses e palestinos.
Segundo o secretário-geral da ONU, os ataques ocorreram de forma deliberada contra pessoas em casas, comunidades e em um festival de música. Entre os sequestrados estavam mulheres, idosos e crianças, incluindo bebês.
Guterres afirmou que o ataque provocou consequências profundas para as famílias das vítimas e dos sequestrados. Ele também relatou que parte dos reféns foi submetida a tortura, violência sexual e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, enquanto alguns foram mortos pelos sequestradores.
ONU relembra situação dos reféns após ataques de 2023
Ao comentar o terceiro aniversário dos ataques, Guterres destacou encontros que manteve com familiares de israelenses sequestrados. Para o secretário-geral, as famílias atingidas continuam enfrentando as consequências dos acontecimentos de 7 de outubro.
Entre os casos mencionados está o de Nimrod Cohen, que, segundo a ONU, permaneceu 737 dias sob custódia do Hamas antes de retornar a Israel em 13 de outubro de 2025. O registro foi apresentado como exemplo das consequências prolongadas do sequestro para os familiares dos reféns.
Guterres classificou o ataque de 7 de outubro como uma ação de grande escala e ressaltou que Hamas e outros grupos armados foram responsáveis pelos sequestros e pelos abusos relatados contra parte dos reféns.
Mais de 70 mil mortes são registradas em Gaza, segundo agências da ONU
Ao abordar o período posterior aos ataques, Guterres também destacou o impacto da resposta militar israelense sobre a população da Faixa de Gaza. Segundo dados citados de agências das Nações Unidas, mais de 70 mil pessoas morreram em Gaza, incluindo aproximadamente 20 mil crianças.
Ainda de acordo com as informações apresentadas pelas agências da ONU, quase toda a população de 2,1 milhões de habitantes de Gaza foi deslocada desde o início do conflito. Grande parte do território também foi destruída.
Guterres destacou ainda que Gaza apresenta uma elevada proporção de crianças amputadas, apontada pelas informações da ONU como a maior do mundo. O cenário humanitário tornou-se um dos principais pontos de preocupação das Nações Unidas durante o conflito.
Cessar-fogo trouxe alívio, mas ONU aponta desafios humanitários
O secretário-geral afirmou que o cessar-fogo de outubro de 2025 trouxe algum alívio à população, mas avaliou que a medida ainda não resultou em segurança suficiente, assistência humanitária adequada ou em um caminho consolidado para a recuperação e a paz.
Segundo agências da ONU, restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza permanecem, enquanto ataques letais continuam sendo registrados com frequência.
A situação humanitária permanece, portanto, entre os principais desafios apontados pelas Nações Unidas. Para Guterres, a necessidade de interromper o sofrimento deve abranger tanto israelenses quanto palestinos.
Guterres defende caminho para a paz entre israelenses e palestinos
Ao marcar três anos dos ataques, o secretário-geral da ONU voltou a defender uma solução que permita interromper o ciclo de violência e criar condições para a recuperação das populações afetadas.
A declaração de Guterres combina a condenação dos ataques de 7 de outubro de 2023 com o reconhecimento das consequências humanitárias da guerra em Gaza. O secretário-geral ressaltou que as vítimas israelenses e palestinas continuam enfrentando consequências do conflito.
A ONU mantém o foco na necessidade de segurança, assistência humanitária e condições para a recuperação da região. Três anos após os ataques, Guterres afirma que o objetivo deve ser encerrar o sofrimento e construir um caminho viável para a paz.
*Com informações da ONU News.








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