FIEB reúne empresários em Salvador para ampliar negócios com a China e apresenta oportunidades no mercado asiático

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) reuniu empresários em Salvador para apresentar oportunidades de negócios com a China e estratégias para ampliar as relações comerciais entre empresas baianas e o mercado asiático. O encontro tratou de temas como cultura empresarial, importação, logística, pagamentos internacionais, inovação, automação e participação em feiras.

Na abertura, a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEB, Patrícia Orrico, destacou a atuação da entidade no apoio a empresários interessados em estabelecer conexões comerciais e tecnológicas com empresas chinesas. Segundo ela, as missões empresariais promovidas pela Federação integram esse trabalho de aproximação.

Patrícia Orrico também apontou a complementaridade entre os mercados baiano e chinês. Enquanto a Bahia importa tecnologias, equipamentos e soluções relacionadas a investimentos, mantém exportações para a China em segmentos como celulose e produtos agrícolas, incluindo soja. Segundo a gerente, a China é o maior parceiro comercial da Bahia.

Cultura empresarial e confiança são apontadas como fatores para negociações

A representante da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil, Sophia Rezende, apresentou aspectos políticos, econômicos, culturais e de infraestrutura da China. Entre os pontos destacados esteve a importância das relações pessoais no ambiente empresarial chinês.

Segundo Sophia, relacionamento e confiança são elementos relevantes para a construção de negócios com parceiros do país asiático. Ela defendeu que empresários conheçam a etiqueta empresarial e as particularidades culturais antes de iniciar negociações.

A representante também alertou para os riscos de preconceitos, generalizações e informações falsas sobre a China, recomendando que empresas interessadas no mercado busquem informações qualificadas para orientar suas decisões comerciais.

Planejamento e avaliação de fornecedores entram na agenda

A necessidade de planejamento foi destacada por Gabriela Marcondes, da NT Cargo. Segundo ela, empresas interessadas em ampliar negócios com a China devem estudar o mercado, conhecer o país e estruturar previamente as estratégias de atuação.

Entre as oportunidades apresentadas estão acesso ao mercado asiático, inovação, automação, tecnologias e alternativas logísticas. Ao mesmo tempo, a empresária apontou a necessidade de cuidados relacionados à escolha de parceiros comerciais.

Entre as medidas citadas estão a verificação da reputação dos fornecedores, solicitação de amostras, definição de prazos, formalização contratual, acompanhamento do pós-venda e avaliação de mecanismos de pagamento e seguros.

Fretes internacionais registram aumento de 500%, segundo dados apresentados

Durante a programação, Gabriela Marcondes chamou atenção para a evolução dos custos logísticos. Conforme os dados apresentados no encontro, os preços dos fretes internacionais registraram aumento de 500% nos seis meses anteriores.

O cenário foi apresentado como um fator que reforça a necessidade de planejamento e monitoramento das condições do comércio exterior. Para empresas que importam produtos, equipamentos ou componentes da China, os custos de transporte integram diretamente a composição das operações.

O encontro também abordou os pagamentos internacionais. Thiago Martello, da XTransfer Brasil, apresentou mudanças no setor e explicou como a digitalização das operações financeiras vem alterando os mecanismos utilizados por empresas envolvidas no comércio exterior.

Hainan e Canton Fair são apresentadas como oportunidades

Gustavo Gomes, do China Trade Center, apresentou um panorama do mercado chinês e destacou o projeto de Hainan, que prevê uma estrutura de porto de livre comércio. A apresentação também abordou características da economia chinesa e possibilidades de inserção de empresas brasileiras.

Segundo Gomes, compreender a dimensão do mercado chinês é necessário para identificar oportunidades. Ele destacou a presença do país nas cadeias produtivas globais, o tamanho do mercado consumidor, a estrutura industrial e o desenvolvimento de tecnologias e inovações.

Outro destaque foi a Canton Fair, realizada em Guangzhou. A feira reúne empresas de diferentes segmentos e pode funcionar como espaço para empresários conhecerem fornecedores, produtos e tecnologias, além de estabelecer contatos diretamente com empresas chinesas.

Empresários avaliam aproximação com o mercado chinês

O empresário Vladimir Rosário, sócio de uma fábrica chinesa de equipamentos fitness, participou do encontro e avaliou positivamente a possibilidade de reunir, em Salvador, especialistas de diferentes áreas relacionadas ao comércio com a China.

Segundo ele, a programação permitiu aos empresários obter informações sobre logística, identificação de fabricantes, assistência comercial, operações de trade e pagamentos internacionais. A avaliação reforça a proposta da FIEB de oferecer informações e conexões para empresas interessadas em atuar com parceiros chineses.

A programação reuniu, portanto, representantes de diferentes segmentos envolvidos nas operações internacionais, permitindo abordar etapas que vão desde a identificação de fornecedores e análise de mercado até logística, contratos, pagamentos e pós-venda.

Sistema FIEB atua em educação, indústria e inovação

A FIEB integra o Sistema FIEB, formado também pelo Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB).

As entidades atuam de maneira integrada em áreas como educação, saúde, lazer, qualificação profissional, informação especializada, desenvolvimento e inovação tecnológica. A estrutura também participa de iniciativas voltadas ao fortalecimento da atividade industrial no estado.

A FIEB é uma das 27 federações que integram a Confederação Nacional da Indústria (CNI), entidade representativa do setor industrial brasileiro. A aproximação com empresas e mercados internacionais integra as ações voltadas à ampliação das oportunidades para o setor produtivo baiano.

Relações Bahia-China envolvem comércio, tecnologia e logística

A programação realizada em Salvador apresentou diferentes aspectos necessários para empresas que pretendem estabelecer ou ampliar relações comerciais com a China. O conteúdo incluiu questões culturais, seleção de fornecedores, transporte internacional, pagamentos, inovação, feiras e planejamento empresarial.

A relação comercial entre Bahia e China também foi destacada pela participação chinesa nas exportações e importações do estado. Produtos agrícolas e celulose estão entre os segmentos baianos com presença no mercado chinês, enquanto empresas locais importam tecnologias e equipamentos.

Com a iniciativa, a FIEB busca aproximar o empresariado baiano de informações, especialistas e oportunidades relacionadas ao mercado chinês, ampliando o conhecimento necessário para decisões de comércio exterior e possíveis parcerias comerciais e tecnológicas.


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