No comunicado divulgado após a correção, a FIFA afirmou que as informações anteriores eram imprecisas e prejudiciais. O jornal reconheceu os erros e apresentou desculpas ao presidente da entidade e à organização.
The Times corrige informação sobre remuneração de Infantino
Na retratação, o The Times reconheceu que estava incorreto afirmar que Gianni Infantino recebia um segundo salário da FIFA que não havia sido divulgado pela entidade.
Segundo o esclarecimento publicado pelo jornal, as despesas e os reembolsos recebidos pelo presidente não precisam ser incluídos no relatório anual da FIFA como remuneração, pois, conforme a explicação apresentada, não são classificados dessa maneira pelas normas contábeis suíças.
A correção distingue, portanto, o pagamento de salário dos valores referentes a despesas e reembolsos. O jornal afirmou que não houve o segundo salário mencionado na reportagem original e pediu desculpas pelo erro.
Correção sobre imóvel em Miami e empresa Shadi LLC
O jornal também reconheceu que Gianni Infantino não adquiriu um imóvel em Miami por um valor supostamente inferior ao praticado no mercado, conforme havia informado anteriormente.
Outra correção envolveu a empresa Shadi LLC. Na retratação, o The Times afirmou que Infantino e seus familiares não são proprietários legais nem beneficiários da empresa e não exercem controle sobre ela, contrariando as sugestões apresentadas na publicação original.
Ao admitir os erros, o veículo declarou que tinha satisfação em realizar as correções e pediu desculpas tanto ao dirigente quanto à FIFA. A retratação abrange, assim, três pontos centrais: a alegação de um segundo salário, a suposta compra de um imóvel em condições diferenciadas e a possível relação patrimonial da família Infantino com a empresa mencionada.
FIFA defende apuração rigorosa das informações jornalísticas
Em sua manifestação, a FIFA declarou que, conforme já havia afirmado em agosto de 2026, considera existir um esforço contínuo de determinadas pessoas para prejudicar a imagem da organização e de seu presidente. A entidade não identificou, no texto apresentado, os responsáveis pelo suposto movimento.
A organização afirmou que apoia o escrutínio legítimo de suas atividades, mas argumentou que a fiscalização jornalística não deve servir de justificativa para a divulgação de acusações falsas. Também pediu que os veículos de comunicação verifiquem cuidadosamente suas fontes antes de publicar informações que possam causar danos à reputação de pessoas e instituições.
A FIFA acrescentou que continuará contestando publicações que considere imprecisas, enganosas ou falsas. A manifestação vincula a retratação do The Times ao posicionamento institucional da entidade sobre a necessidade de rigor na apuração e na divulgação de informações relacionadas à sua direção.
Retratação e responsabilidade editorial
O episódio evidencia a importância das correções públicas quando veículos de comunicação reconhecem erros em reportagens sobre dirigentes de organizações internacionais. Neste caso, o The Times retificou informações específicas e apresentou desculpas formais, enquanto a FIFA utilizou o episódio para reiterar sua defesa de procedimentos de verificação jornalística.
A retratação não elimina a necessidade de fiscalização independente sobre a administração da entidade, mas estabelece que as alegações corrigidas pelo jornal não devem ser tratadas como fatos confirmados. A distinção entre informações comprovadas, acusações e correções editoriais é essencial para a compreensão do caso.








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