O Bloco Cultural Quixabeira da Matinha realizará ensaios gratuitos nos domingos 1º e 15 de novembro de 2026, às 15h, na sede da Associação Cultural Coleirinho da Bahia (ACCB), localizada no Quilombo Matinha dos Pretos, em Feira de Santana, na Bahia. A programação integra a preparação para o desfile da agremiação na Micareta 2026, marcado para domingo, 22 de novembro de 2026, no Circuito Maneca Ferreira.
Os abadás para o desfile estão disponíveis por unidade e na modalidade casadinha, que inclui duas camisas. A iniciativa é realizada pela ACCB e terá como tema “Samba Rural – A resistência do Sertão”, proposta que valoriza a memória, as tradições culturais e a identidade da comunidade quilombola da Matinha dos Pretos.
Com trajetória iniciada em 2010, o bloco reúne música, samba de roda e manifestações da cultura popular. A programação de ensaios busca mobilizar os foliões para o desfile e ampliar a participação do público na celebração das tradições culturais da comunidade.
Ensaios gratuitos antecedem desfile no Circuito Maneca Ferreira
Os ensaios do Quixabeira da Matinha estão programados para 1º e 15 de novembro, sempre às 15h, na sede da Associação Cultural Coleirinho da Bahia. A entrada é gratuita, permitindo que moradores e visitantes acompanhem a preparação do grupo antes da apresentação na Micareta.
O desfile está previsto para 22 de novembro, domingo, no Circuito Maneca Ferreira, em Feira de Santana. A apresentação integra a programação cultural da Micareta 2026 e terá como eixo temático a valorização do samba rural e das referências culturais do território quilombola.
Samba rural destaca identidade da comunidade quilombola
O tema “Samba Rural – A resistência do Sertão” orienta a participação do bloco na Micareta e destaca a relação entre música, memória coletiva e identidade cultural. A proposta também remete à transmissão dos conhecimentos tradicionais entre gerações e à continuidade das manifestações populares da Matinha dos Pretos.
O cantor Guda da Quixabeira afirma que a participação na festa representa uma oportunidade de apresentar a história da comunidade e o samba de roda aprendido com os antepassados. Segundo ele, o objetivo é reunir os foliões em torno dessa tradição cultural.
A atuação do bloco associa a ocupação do circuito carnavalesco à valorização da cultura de matriz popular e quilombola. A presença na Micareta permite dar visibilidade às manifestações culturais desenvolvidas na comunidade e ampliar o contato do público com essas tradições.
Associação Cultural Coleirinho da Bahia recebe apoio de editais culturais
A Associação Cultural Coleirinho da Bahia foi contemplada pelo edital Ouro Negro, iniciativa do Governo da Bahia voltada ao fortalecimento das manifestações culturais populares e identitárias do estado.
A entidade também foi contemplada pelo edital Pérola Negra, por meio da Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. Os apoios integram políticas de incentivo à produção cultural e à valorização de expressões tradicionais.
A participação em iniciativas de fomento cultural contribui para a continuidade das atividades de grupos e associações que atuam na preservação e difusão das tradições locais. No caso do Quixabeira da Matinha, a proposta está relacionada à manutenção do samba rural e à participação da comunidade quilombola na programação cultural do município.
Quixabeira da Matinha mantém trajetória iniciada em 2010
A história do bloco começou em 2010, quando Guda da Quixabeira e a Associação Cultural Coleirinho da Bahia se uniram para levar o samba da Matinha à Micareta de Feira de Santana. A iniciativa surgiu em parceria com o músico, luthier e ativista cultural feirense Nilton Rasta (1962–2025).
Inicialmente, o grupo recebeu o nome de Samba de Preto. Com o tempo, os próprios foliões passaram a identificar a agremiação como Quixabeira da Matinha, expressão utilizada por quem acompanhava o bloco e anunciava que iria desfilar com o grupo.
Em 2011, a associação adotou oficialmente o nome Quixabeira da Matinha, incorporando a identificação que havia surgido entre os participantes. Naquele ano, ocorreu o primeiro desfile com a denominação mantida até hoje. A trajetória de 16 anos consolidou a participação do bloco na Micareta e sua ligação com a cultura da comunidade quilombola.








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