A composição do Senado Federal a partir de fevereiro de 2027 está praticamente definida após o encerramento das eleições estaduais e do segundo turno, realizado no domingo (25/10/2026), conforme o cenário apresentado. O Partido Liberal (PL) deverá formar a maior bancada, com 29 dos 81 senadores, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com dez representantes. A distribuição considera os 54 parlamentares eleitos em outubro, os 27 senadores cujos mandatos seguem até 2031 e as substituições decorrentes da eleição de integrantes da Casa para governos estaduais.
O quadro partidário projetado reúne representantes de 13 partidos, além do senador Romário (RJ), que permanece sem filiação partidária. A composição ainda poderá sofrer alterações em razão de mudanças de legenda e de decisões judiciais, especialmente no caso do registro da candidatura de Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná, cuja situação depende de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A próxima legislatura também será marcada pela renovação de aproximadamente três quartos das cadeiras disputadas em 2026 e pela presença de 19 mulheres no Senado, o equivalente a 23,5% das 81 vagas. O cenário reflete mudanças na representação partidária, a permanência de senadores eleitos em 2022 e a substituição de parlamentares que assumirão governos estaduais.
PL lidera bancadas do Senado; PT e MDB aparecem na sequência
O Partido Liberal deverá iniciar a nova composição do Senado com 29 parlamentares, consolidando a maior bancada da Casa. O Partido dos Trabalhadores terá dez senadores, enquanto o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) contará com oito representantes. O Progressistas (PP) deverá ocupar seis cadeiras.
União Brasil e Republicanos terão cinco senadores cada. O Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) contarão com quatro representantes cada, enquanto o Novo deverá reunir três parlamentares.
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Podemos terão dois senadores cada. Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT) contarão com um representante cada. Romário, do Rio de Janeiro, permanecerá sem partido, conforme o quadro apresentado.
A distribuição indica a predominância numérica do PL, mas a composição partidária, por si só, não determina o comportamento dos parlamentares em votações. A formação de maiorias dependerá dos posicionamentos das bancadas, das negociações políticas e da articulação em torno de cada matéria submetida ao plenário.
Renovação de 74% marca resultado das eleições para o Senado
Dos 54 mandatos disputados em 2026, 40 serão ocupados por novos senadores, o que representa uma renovação de aproximadamente 74% das vagas submetidas à votação. O percentual considera a entrada de novos ocupantes nas cadeiras disputadas, sem incluir as 27 vagas cujos mandatos terminam apenas em janeiro de 2031.
Entre os 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer na Casa, segundo os dados apresentados. O índice de sucesso entre esses candidatos foi de aproximadamente 43,7%, enquanto os demais não obtiveram a recondução ao cargo.
As outras 27 cadeiras não participaram da disputa de 2026 porque seus titulares foram eleitos em 2022 para mandatos de oito anos. Apesar disso, a composição dessas vagas também poderá mudar em razão da eleição de senadores para governos estaduais e da convocação de suplentes para assumir os mandatos.
A renovação prevista altera a distribuição de forças políticas no Senado e amplia a presença de parlamentares que iniciarão o primeiro mandato na Casa em 2027. O impacto sobre a agenda legislativa dependerá das posições assumidas pelos novos integrantes e da relação entre as bancadas e o Poder Executivo.
Eleição de senadores para governos estaduais provoca substituições
Parte das mudanças previstas para 2027 decorre da eleição de senadores para o comando de governos estaduais. Quando um parlamentar assume o Executivo estadual, a cadeira no Senado passa a ser ocupada pelo respectivo suplente, conforme as regras aplicáveis à substituição parlamentar.
No Amazonas, Cheila Moreira (PT-AM), primeira suplente de Omar Aziz (PSD-AM), deverá assumir a vaga após a eleição de Aziz para o governo estadual no segundo turno. A mudança também terá reflexos na composição da bancada feminina do Senado.
Em Minas Gerais, Alex Diniz (PL) deverá ocupar a cadeira de Cleitinho, do Republicanos, eleito governador. No Paraná, Luís Felipe Cunha (PL) deverá substituir Sergio Moro (PL), também eleito governador no primeiro turno, conforme o cenário apresentado.
Já Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), que disputaram os governos estaduais e foram derrotados no segundo turno, deverão permanecer nos respectivos mandatos parlamentares. As situações demonstram que a eleição para cargos executivos pode modificar a ocupação das cadeiras mesmo quando os mandatos senatoriais ainda estão em andamento.
Bancada feminina terá 19 senadoras em 2027
A projeção para fevereiro de 2027 indica a presença de 19 mulheres entre os 81 integrantes do Senado Federal, correspondendo a 23,5% das cadeiras. O total considera as 12 mulheres eleitas em outubro de 2026 e outras sete que exercem mandatos iniciados em 2023.
A composição feminina inclui parlamentares eleitas diretamente e mulheres que assumirão vagas como suplentes. Entre elas está Cheila Moreira, que deverá ocupar a cadeira de Omar Aziz no Amazonas após a eleição do senador para o governo estadual.
O percentual evidencia que as mulheres continuarão representando menos de um quarto dos integrantes da Casa. A distribuição das vagas por gênero constitui um dos indicadores da composição parlamentar, ao lado da representação partidária e da renovação dos mandatos.
A configuração definitiva dependerá da confirmação das substituições e da resolução de eventuais pendências eleitorais. Mudanças partidárias também poderão alterar a distribuição das bancadas ao longo da legislatura, sem necessariamente modificar o número total de cadeiras do Senado.
TSE decidirá sobre registro da candidatura de Deltan Dallagnol no Paraná
A composição prevista para 2027 ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol, do Novo, eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos, segundo os dados apresentados.
A controvérsia está relacionada à decisão do próprio TSE que, em 2023, cassou o registro de Dallagnol para deputado federal. Na ocasião, o tribunal considerou que a exoneração do Ministério Público Federal, em 2021, ocorreu com o objetivo de evitar processos disciplinares e contornar restrições previstas na Lei da Ficha Limpa.
Em setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro da candidatura ao Senado. A decisão foi contestada no TSE, onde o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro em decisão individual no dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno.
Julgamento pode levar a eleição suplementar no Paraná
No dia 4 de outubro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão individual, permitindo que os votos atribuídos a Dallagnol fossem contabilizados até a análise do caso pelo plenário do tribunal.
O julgamento estava previsto para 8 de outubro, mas foi adiado a pedido da defesa. Até o momento descrito no cenário apresentado, não havia nova data anunciada para a análise definitiva do processo.
Se o TSE confirmar o indeferimento do registro, os votos recebidos por Dallagnol serão anulados e deverá ser realizada uma eleição suplementar no Paraná para preencher a vaga no Senado, conforme a hipótese apresentada. A medida poderá modificar a distribuição partidária projetada para a legislatura que começa em fevereiro de 2027.
A definição do caso é, portanto, um dos fatores que ainda podem alterar o quadro parlamentar. Até a conclusão do julgamento, a composição deve ser tratada como uma projeção sujeita a mudanças, e não como uma configuração inteiramente definitiva.
Composição de 2027 dependerá de decisões eleitorais e mudanças partidárias
O Senado Federal deverá iniciar a próxima legislatura com o PL na liderança numérica, seguido pelo PT e pelo MDB. A renovação de 74% das cadeiras disputadas em 2026, a presença projetada de 19 mulheres e as substituições decorrentes da eleição de senadores para governos estaduais estão entre os principais aspectos da nova composição.
Apesar da definição da maior parte das vagas, o resultado do processo envolvendo Deltan Dallagnol permanece relevante para a configuração final da Casa. Eventuais mudanças de partido também poderão alterar a distribuição das bancadas.
A composição prevista para fevereiro de 2027 reúne, assim, renovação parlamentar, continuidade de mandatos iniciados em 2022 e alterações provocadas pelas eleições estaduais. A configuração definitiva dependerá da conclusão das pendências judiciais e da confirmação das substituições previstas.
*Com informações da Agência Senado.








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