Dia Nacional de Lutas: professores da UEFS paralisam as atividades e vão às ruas de Feira de Santana

Vista panorâmica da fachada da sede da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Professores paralisam as atividades e vão às ruas de Feira de Santana.
Vista panorâmica da fachada da sede da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Professores paralisam as atividades e vão às ruas de Feira de Santana.

Os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana deliberaram pela paralisação das atividades acadêmicas na quinta-feira (11/07/2013) para participarem das ações realizadas durante o Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações. O encaminhamento, aprovado em assembleia nesta terça-feira (09), é uma indicação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e da Central Sindical e Popular – Conlutas.

A entidade fará panfletagem no pórtico da Uefs, das 7h às 9h, e, em seguida, os docentes seguirão para a concentração em frente à Prefeitura de Feira de Santana, onde, juntamente com outras entidades e movimentos socais, realizarão um Ato Público. Também foi aprovada a participação dos docentes na passeata em Salvador, saindo do Campo Grande às 11h, em direção à Praça Castro Alves.

“Diante das manifestações ocorridas no Brasil, a participação das Centrais Sindicais é importante para conclamar os diversos setores da classe trabalhadora em torno da unificação de suas bandeiras de lutas em comum. É fundamental a ida dos professores para as ruas para que se integrem às demais categorias e contribuam com o fortalecimento das reivindicações da classe trabalhadora em nível nacional. Como pauta específica, temos a destinação de 10% do PIB para a Educação Pública já”, afirma Edson do Espírito Santo, coordenador da Adufs.

A pauta unificada das diversas categorias no país inclui pontos como o aumento nos investimentos na saúde pública; posição contrária ao Projeto de Lei 4330/2004, que trata sobre terceirização de mão de obra; fim dos leilões de petróleo; fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias; redução da jornada de trabalho e Reforma Agrária. As reivindicações já foram apresentadas à presidenta Dilma Rousseff em reunião com os representantes das Centrais Sindicais, no dia 26 de junho.

Em Feira de Santana, as Centrais Sindicais e os movimentos sociais que organizam o Dia Nacional de Luta incluíram outras reivindicações locais: a redução da tarifa do transporte público, passe livre, CPI dos transportes, Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, além da redução da taxa de iluminação pública.

O Dia Nacional de Lutas foi deliberado como uma estratégia para levar a classe trabalhadora às ruas, considerando o momento conjuntural em que manifestações demonstram a insatisfação da população em diversas áreas.

Convocam a mobilização a CSP-Conlutas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).


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