Um basta ao racismo

Tinga - Jogador do Cruzeiro discriminado no Peru
Tinga – Jogador do Cruzeiro discriminado no Peru

Não importa a cor da pele, se os olhos são azuis e nem se os cabelos são lisos, crespos ou encaracolados. As pessoas só devem ser julgadas pelo seu caráter. Infelizmente não só no Brasil, mas em grande parte do planeta, a praga do racismo continua sendo disseminada em conjunto com o preconceito, comportamentos estes que não dá para se distinguir qual dos dois é de qualidade mais ínfima.

Recentemente assistimos nos telejornais o incrível episódio pelo qual Tinga, afro-brasileiro, jogador do Cruzeiro de Minas Gerais, teve que passar no Peru, país que, com certeza, sua população é na maioria constituída por descendentes de negros e índios. Outros incidentes iguais a este, infelizmente, também ocorreram durante a semana no Brasil.

O preconceito no Brasil é tão marcante que se o brasileiro, seja ele negro ou branco, sendo pobre é sempre excluído, mas se qualquer um das duas raças tiver uma polpuda conta corrente, imediatamente o negro passa a ser loiro dos olhos azuis e o branco a mais nobre das criaturas, o que não o fazem superiores a ninguém.

Os africanos quando chegaram ao Brasil, não trouxeram com eles só o sangue e o suor que derramaram em terras brasileiras, com o trabalho forçado e pelas chicotadas cruéis dos feitores, a mando dos senhores que lhes adquiriram como mercadorias. Trouxeram também sua cultura, sua arte, a música e a dança, sua culinária apimentada, suas crenças, sua língua e seus sonhos também, transformando o Brasil em um país de cultura multirracial.

A sua culinária, a sua música e a sua dança, sempre envolvente, influenciam aos poetas e compositores que vislumbram um mundo sem “diferenças”. É visível que no Brasil do futuro haverá, devido à união carnal entre os negros, índios e brancos, uma nova raça; a raça morena, mulata, a verdadeira raça brasileira com um poder de sedução característico.

Na luta pela independência do Brasil o negro brasileiro teve participação importantíssima, principalmente na Bahia, fazendo resistência às tropas portuguesas que estavam sediadas em províncias contrárias a independência do Brasil da Corte Portuguesa.

A história do negro, principalmente no Brasil, foi de muitos sofrimentos e muita labuta. O sistema escravagista brasileiro foi criado para que os negros, trazidos da África, principalmente do Porto de Senegal, Gâmbia, Gana e Angola, trabalhassem nas plantações de cana de açúcar, em todo tipo de trabalho inferior e para manter uma burguesia de brancos vindos da Europa. Desta forma foi criado um ambiente ínfimo de opressão e repressão, tanto no que se referia a sua cultura, sua religião, na sua forma de viver e no aspecto geral. Lamentavelmente, este ambiente perdura até hoje.

Tristemente, chega-se a conclusão de que o racismo é um problema social histórico, sempre ligado à exploração dos mais poderosos contra os mais fracos. Para extirpar de vez o racismo da face da terra, é fundamental acabar com o capitalismo selvagem e toda forma de exploração do homem pelo homem.


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