
Durante a reunião da Comissão de Finanças e Orçamento, Fiscalização e Controle, realizada nesta terça-feira (13/05/2014), na Assembleia Legislativa, na qual teve como pauta a votação das contas governo do estado referente ao ano de 2011, o deputado estadual Carlos Gaban (DEM) aproveitou para tecer críticas as contas do governo. Baseado no parecer do conselheiro Pedro Lino do Tribunal de Contas da Bahia (TCE), o democratas pontuou “irregularidades na gestão da gestão de Wagner”, nos segmentos de saúde, educação, segurança e gastos com publicidades.
Um dos pontos citados pelo deputado Gaban foi relacionado a educação e as constantes greves dos professores. “Se compararmos os 28,96% de 2006, com os 25,89% de 2011, são R$ 480 milhões que deixaram de ser aplicados em educação em 2011. Em relação aos padrões anteriores, deixaram de ser investidos mais de R$ 1,5 bilhão nos últimos cinco anos”, disse o parlamentar. “Os números apresentados demonstram que, em 2011, mais de R$ 700 milhões poderiam estar disponíveis para a educação. Talvez essa análise possa ajudar a explicar os momentos difíceis vividos atualmente pela educação no Estado”, afirmou.
Sobre a saúde o deputado citou o déficit de leitos hospitalares em Salvador quando tem apenas 7.676 leitos para uma população de quase 3 milhões, o que representa um déficit de 4.324, considerando que a OMS estabelece três a quatro leitos por mil habitantes. “Dos 11 hospitais geridos por Organizações Social, com recursos públicos que totalizavam um montante de R$ 359 milhões, auditores do TCE detectaram atendimento precário a população”, disse Gaban.
Os gastos com publicidade e os índices altos de violência no estado, sobretudo em Salvador e Região Metropolitana, foram os pontos mais criticados pelo deputado, membro da Comissão de Finanças da Casa. O Governo do Estado investiu R$ 37 milhões para combate a seca em 2011, já a publicidade e propagando alcançaram a cifra de R$ 122 milhões. “Os gastos com publicidade e propaganda foram três vezes mais que os gastos com a seca, considerada uma das piores secas do século”, enfatizou o parlamentar. Deputado Gaban ressaltou ainda o “superfaturamento de R$ 39 milhões na contratação de mão de obra médica. Contrato entre a SEAB e a Fundação José Silveira, onde o Ministério Público abriu inquérito para apurar superfaturamento”.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




