Conselho de Ética ouve testemunha de defesa do deputado federal Luiz Argôlo

Deputado Luiz Argôlo (SD-BA) é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef.
Deputado Luiz Argôlo (SD-BA) é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados ouve nesta quarta-feira (13/08/2014) Douglas Alberto Bento, testemunha de defesa do deputado Luiz Argôlo (SD-BA). O parlamentar é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O pedido de investigação contra Argôlo foi apresentado pelo Psol e pela Mesa Diretora da Câmara com base em reportagens da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo que citam mensagens trocadas entre o doleiro e o deputado sobre a transferência de R$ 120 mil para a conta do chefe de gabinete do parlamentar, Vanilton Bezerra. De acordo com a Folha, Argôlo também teria recebido do doleiro dois caminhões de gado. Em depoimento no Conselho de Ética Bezerra negou ter recebido dinheiro.

Chefe de gabinete de Luiz Argôlo nega ter recebido dinheiro e concorda em abrir sigilos

Em depoimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o chefe de gabinete do deputado Luiz Argôlo (SD-BA), Vanilton Bezerra, concordou em abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

Respondendo as perguntas feitas pelo deputado Marcos Rogério (PDT-RO), relator do processo contra Argôlo, Bezerra negou que o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal, tenha depositado R$ 120 mil em sua conta. Reportagens da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo citaram mensagens trocadas entre o doleiro e o deputado Luiz Argôlo sobre a transferência de R$ 120 mil para a conta de Bezerra.

O chefe de gabinete, que trabalha há três anos e meio com Argôlo, também afirmou que não sabe se o parlamentar conhece Youssef.

O advogado Aluísio Régis, que defende Luiz Argôlo, também afirmou que a denúncia de transferência dos R$ 120 mil é fantasiosa. Como não teve acesso ao inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso, ele disse que não tinha como fazer questionamentos à testemunha e que não iria se basear em notícias de jornais e revistas para fazer perguntas.

Outras duas testemunhas chamadas a depor hoje, Júlio Gonçalves de Lima Filho, comerciante de gado, e Leonardo Meirelles, sócio do laboratório Labogen – que seria empresa de fachada do doleiro –, não responderam os convites do conselho e não compareceram à reunião.

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