Eleições 2014 | TSE determina retirada do ar de vídeo falso com apoio de Lula a Marina Silva

Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima (Marina Silva). Vídeo foi tentativa de fraudar conhecimento do eleitor.
Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima (Marina Silva). Vídeo foi tentativa de fraudar conhecimento do eleitor.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou no dia 29 de agosto (2014) que a empresa Google retire do ar, na página do Youtube (pertencente à empresa), vídeo supostamente montado com a finalidade de provocar confusão no eleitor.

A gravação divulgada na internet é uma adulteração de propaganda oficial do PT, dando a impressão de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede apoio para a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva. Na gravação feita para o horário político do PT, Lula pede votos para Marina Sant’Anna (PT-GO), candidata ao Senado.

A decisão liminar atende a pedido da Coligação Com a Força do Povo e da candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff. Ontem (28), o presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), disse, em entrevista coletiva, que a propaganda irregular tinha o objetivo de passar a falsa mensagem de que Lula estaria apoiando Marina Silva. “É uma montagem fraudada, que suprime o sobrenome [da candidata petista] e coloca apenas o presidente Lula apoiando Marina, como se fosse a candidata do PSB”, explicou Falcão. Segundo ele, o PT vai pedir que o Ministério Público Eleitoral instaure inquérito criminal para apurar as práticas de “falsidade ideológica de cunho eleitoral” e identificar os responsáveis.

Na decisão, o ministro Tarcísio Vieira diz que a peça publicitária é irregular porque divulga conteúdo falso. “Com efeito, sendo fato público e notório o apoio político do ex-presidente Lula à candidata à reeleição à Presidência da República, Dilma Rousseff, parece de todo verossímil a tese de que o vídeo divulgado no site de compartilhamento de vídeos http://www.youtube.com, pertencente ao representado Google do Brasil, com suposta mensagem elogiosa a candidatura diversa, a saber, da candidata Marina Silva, constitui peça publicitária eleitoral de todo irregular, de conteúdo manifestamente falso, concebida a partir de edição e montagens ardilosamente arquitetadas para induzir potenciais eleitores em erro”, avaliou o ministro.

Além da retirada do vídeo, o ministro determinou que o Google forneça à Justiça Eleitoral, no prazo de 48 horas, todos os dados necessários para a correta e precisa identificação dos responsáveis pela publicação das gravações com a informação falsa. A empresa também deverá se abster de veicular vídeos de conteúdo similar ao proibido.

Com informações da Agência Brasil.


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