Funcionários da ONU podem ter sido mortos por engano em Cabul

Funcionários da ONU podem ter sido mortos por engano em Cabul.
Funcionários da ONU podem ter sido mortos por engano em Cabul.

Relatório de comissão de inquérito das Nações Unidas descreve a situação na pensão no momento do ataque como confusa, com agressores e seguranças vestidos com uniformes da polícia afegã durante a troca de tiros; ação em outubro deixou 8 mortos, entre eles 5 funcionários da organização.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou nesta segunda-feira que recebeu o relatório da comissão de inquérito sobre o ataque terrorista a uma pensão em Cabul, no Afeganistão, em 28 de outubro de 2009. A ação provocou a morte de 8 pessoas, entre elas 5 funcionários das Nações Unidas.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, Ban lembra que a comissão, com 4 membros, foi criada em dezembro do ano passado e liderada por um ex-conselheiro da Polícia da ONU e ex-oficial da Polícia Federal da Austrália, Andrew Hughes.

Trabalhos

Os trabalhos do grupo começaram em fevereiro e as conclusões do relatório foram submetidas à organização em 21 de abril.

O relatório descreve a situação na pensão no momento do ataque como confusa, com agressores e seguranças vestidos com uniformes da polícia afegã durante a troca de tiros.

A comissão sugere a possibilidade de um funcionário da ONU ter sido morto por forças de segurança afegãs, que o teriam confundido com um insurgente. O relatório não determina os responsáveis pelos tiros que mataram os outros funcionários mas também sugere um possível engano.

Falhas

Uma série de falhas são apontadas nas medidas de segurança e na coordenação entre as Nações Unidas, parceiros internacionais e autoridades do governo.

Ban Ki-moon afirma que as medidas serão revistas e que uma equipe será enviada a Cabul na próxima semana para discutir o assunto.

Ele reiterou o compromisso das Nações Unidas com a transparência e o fortalecimento da segurança dos funcionários que servem em locais perigosos e pediu para que as autoridades afegãs garantam uma investigação completa sobre o ataque.

Fonte: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York


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