Governo e PT negam existência de dossiê contra dirigente do PSDB, mas oposição reage

Alexandre Padilha acompanha o presidente Lula.
Alexandre Padilha acompanha o presidente Lula.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, negou hoje (12/06/2010) que um suposto dossiê reunindo dados sigilosos de dirigente do PT tenha sido elaborado pelo PT ou por integrantes do governo. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT, também rechaçou a existência do documento. A oposição criticou a eventual divulgação de dados sigilosos.

Em Itu, no interior de São Paulo, a candidata à Presidência da República pelo Partido Verde (PV), Marina Silva, afirmou que o ideal era que as eleições deste ano não “resvalassem” para caminhos não legítimos. Reunidos, em convenção em Salvador, os aliados do candidato do PSDB, José Serra, classificaram o suposto dossiê de antidemocrático e transformaram o assunto em tema principal do dia.

“[O suposto dossiê] não tem nada a ver nem com o governo nem com a campanha da ministra Dilma. É mais uma das formas de tentar trazer um tema que não tem nada a ver com a campanha da ministra Dilma para dentro da campanha”, reagiu Padilha.

O ministro acrescentou que “o problema é de quem faz e de quem divulga. Não tem nada a ver com a campanha da ministra Dilma nem com o PT. [A nossa insistência é que queremos dar continuidade ao governo Lula], essa é nossa insistência. Se outros querem ter outra insistência [cabe a eles]”.

Em São Paulo, na convenção do PDT que oficializou o apoio à pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, Lupi disse que não há provas que levem à certeza sobre a existência do suposto dossiê. “Eu não acredito, até agora não teve prova”, afirmou.

O suposto dossiê seria resultado de um levantamento sobre os dados fiscais e financeiros do vice-presidente-executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. No documento estariam registrados movimentações bancários de cerca de R$ 3,9 milhões e outras informações sigilosas relativa ao Imposto de Renda do tucano.

Para integrantes do PSDB, a existência de um dossiê interfere diretamente no processo eleitoral. “Nada nos aproximará da política de dossiês, nada nos aproximará da denúncia, dos atos subalternos. A campanha do PSDB será de debate, será de união. A campanha de José Serra se afirma na defesa das melhores proposta para o povo do nordeste e para o povo do Brasil”, disse o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). “É uma indecência um grupo trabalhando em uma campanha na ilegalidade. Isso é ficha suja fazendo jogo sujo”, afirmou o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA).


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