Papa Francisco critica “excessos do machismo” e exposição do corpo da mulher pela mídia

Papa Francisco criticou "os excessos do machismo".
Papa Francisco criticou “os excessos do machismo”.

O papa Francisco criticou na quarta-feira (22/04/2015) “os excessos do machismo”, que qualifica a mulher como “segunda classe”, e denunciou “a instrumentalização e a comercialização do corpo feminino na atual cultura midiática”.

Durante a audiência geral na Praça de São Pedro, o papa denunciou as “variadas formas de sedução enganosa e prepotência humilhante” exercidas sobre as mulheres, como “os excessos do machismo, que considera a mulher de segunda classe”.

O papa lembrou que, de acordo com a Igreja Católica, quando Deus criou Adão, este estava sozinho. “[Mas], quando lhe apresentou uma mulher, o homem reconheceu aquela criatura como parte dele – osso dos meus ossos, carne da minha carne. Há um reflexo, uma reciprocidade.”

Francisco acrescentou que “a mulher não é uma réplica do homem, mas foi criada diretamente por Deus”. A ideia de que Eva foi criada a partir da costela de Adão “não significa inferioridade ou subordinação, mas que homem e mulher são a mesma substância e são complementares, também têm essa reciprocidade”, disse o papa.

“A relação vê-se assediada por mil formas de sedução enganosa, humilhação e até de violência”, acrescentou. Essas situações aumentaram a desconfiança entre o homem e a mulher “e a dificuldade de uma aliança plena, capaz de uma relação íntima de comunhão e de respeito das diferenças”, explicou.

“Ao mesmo tempo, desvalorizou-se socialmente a aliança estável e criadora entre ambos, o que constitui uma grande perda para todos. É importante que se volte a valorizar o casamento e a família”, destacou Francisco.


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