Presidente eleita Dilma Rousseff terá papel determinante para paz regional, diz FARC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de comício da candidata do PT à presidência da República com a candidata Dilma Rousseff, em 6 de setembro de 2010, na cidade de Valparaíso, Goiás.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de comício da candidata do PT à presidência da República com a candidata Dilma Rousseff, em 6 de setembro de 2010, na cidade de Valparaíso, Goiás.

O maior grupo guerrilheiro colombiano, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), afirmou que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, terá um “papel determinante” para a conquista da paz regional e para promover a integração regional.

As Farc cumprimentaram a presidente eleita por sua vitória e, em comunicado, destacaram que “sua pública convicção (de) uma saída política para o conflito interno” colombiano “catapultou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e justiça social”.

“Estamos confiantes que a nova presidência do Brasil jogará um papel determinante na viabilização da paz regional e da irmandade dos povos do continente”, afirma um comunicado assinado pelo Secretariado do Estado-Maior das Farc, máxima instância do grupo, e divulgado nesta sexta-feira pela agência Anncol.

No comunicado, a guerrilha voltou pedir para a Unasul considerar sua “carta aberta” emitida em agosto, quando as Farc pediram ao bloco sul-americano que convocasse uma assembleia extraordinária para que seus membros pudessem expor sua visão do conflito armado colombiano.

Na ocasião, o governo de Juan Manuel Santos criticou a iniciativa e disse que não aceitará intermediários para resolver o conflito armado colombiano. Seguindo a linha de seu antecessor, o ex-presidente Álvaro Uribe, Santos aposta na saída militar e não negociada para o conflito.

Desde que chegou ao poder, Santos tem afirmado que as portas para o diálogo “não estão fechadas com chave”, porém, exige que as guerrilhas ofereçam provas de que querem acabar com o conflito, como por exemplo, propondo a desmobilização de seus grupos armados para que sejam julgados pela Justiça.

Essa oferta de rendição é rejeitada pela guerrilha.

Kirchner

Em outro comunicado, também divulgado nesta sexta-feira, as Farc expressam “solidariedade e condolências” pela morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, que faleceu em 28 de outubro.

As Farc agradecem a participação de Kirchner no processo de negociação para promover a libertação unilateral de reféns da guerrilha em 2007.

Kirchner participou da missão humanitária liderada pela Venezuela para libertar a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas e a senadora Consuelo González de Perdomo.

*Com informação de Caracas para a BBC Brasil


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