“O compromisso do PMDB é com o Brasil”, declara Geddel Vieira Lima, durante o Congresso da FUG

Geddel Vieira Lima (direta) e Lúcio Vieira Lima (esquerda) durante Congresso da FUG.
Geddel Vieira Lima (direta) e Lúcio Vieira Lima (esquerda) durante Congresso da FUG.

O Congresso da Fundação Ulysses Guimarães realizado nesta terça-feira (17/11/2015), em Brasília, reuniu peemedebistas de todos os estados para discutir e debater o documento “Ponte para o Futuro”, que apresenta propostas para o Brasil superar a crise. Uma grande comitiva do PMDB da Bahia formada por deputados, secretários e correligionários também participou do evento.

Crítico declarado do atual governo, o presidente do PMDB da Bahia e ex-ministro Geddel Vieira Lima fez um discurso, que foi muito aplaudido, defendendo o afastamento do PMDB de Dilma. “O impeachment ou não impeachment não depende da gente, mas tem algo que depende. Não é o afastamento da Dilma da presidência, mas o afastamento do PMDB dela, para que possamos construir um partido que tenha discurso”, disse.

Durante a fala, Geddel avaliou também como um erro o partido ter apoiado a reeleição da presidente no ano passado e considerou que ele se transformou em compartícipe de um “estelionato eleitoral”. Segundo ele, o governo federal não cumpriu promessas de campanha eleitoral como a redução dos juros e o controle da inflação. Geddel também disse que o PMDB não pode ser responsabilizado pela crise do governo porque, segundo ele, sempre foi “periférico” na gestão petista.

Para o peemedebista o compromisso do PMDB é com o país. “Não defendo que o partido se afaste para terminar de jogar o governo nesse precipício que ele se jogou. Defendo que o PMDB fale com o Brasil, entenda, sobretudo, que o compromisso dele não é com o PT, nem com o governo, é com o país”, afirmou.

O deputado Lúcio Vieira Lima também discursou e disse que o PMDB é usado como laranja pelo PT. “Chupa e joga fora o bagaço”, comparou. “A crítica não tem de ser para o PT, mas para o nosso PMDB. Quando a gente muito abaixa, o rabo aparece. É isso que estamos fazendo neste governo do PT”, emendou o baiano. Lúcio afirmou que a presidente Dilma nunca convidou o PMDB para discutir políticas públicas para o país e que tenta cooptar o partido apenas com cargos. “Se o PMDB não tem dono, está alugado para o PT. Não podemos permitir que continue dessa forma”, finalizou.

Além de Geddel e Lúcio, participaram também do Congresso os deputados estaduais Pedro Tavares, Luciano Simões Filho, Herzem Gusmão e Hildécio Meireles, os secretários Bruno Reis, de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), e Fábio Mota, de Mobilidade Urbana, os presidentes dos núcleos PMDB Mulher, Virgínia Hagge, PMDB Juventude, Roberta Pires Ferreira, PMDB Afro, Nestor Neto e PMDB LGBT, Larissa Moraes, o ex-vereador Sandoval Guimarães, membros dos diretórios (estadual e de Salvador), além da vereadora Karlúcia Macedo que trouxe uma caravana com militantes de Barreiras.


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