ALBA: Deputado Targino Machado cobra depuração da vida pública dos maus políticos, servidores e empresários e declara apoio à força-tarefa do Caso Lava Jato

Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) na noite de quarta-feira (14/12/2016), o deputado estadual Targino Machado declarou e pediu apoio irrestrito à Força-tarefa da Operação Lava Jato. Na avaliação do parlamentar, os profissionais envolvidos da apuração e julgamento do caso — juízes, procuradores da República, policiais federais e analistas técnicos — têm moralizado a vida pública brasileira, punindo políticos, servidores e empresários corruptos.

O parlamentar ainda solicitou responsabilidade na divulgação dos nomes dos políticos que aparecem nas delações premiadas e frisou: “deito e durmo o sono dos justos e despreocupados”.

Íntegra do discurso

As delações premiadas têm pautado a agenda política no Brasil, funcionando como uma nuvem negra estacionada sobre o conjunto dos políticos.

Sou a favor desta ferramenta – as delações premiadas – que tem demonstrado a sua eficiência para desvendar e revelar a intimidade de criminosos, e os porões da corrupção, não só no Brasil, mas mundo afora.

No Brasil, neste momento, não tem sido diferente. De ontem para hoje, dediquei tempo na leitura da delação do diretor institucional da Odebrecht Cláudio Melo.

A leitura, daquela delação, trouxe-me tristeza e preocupação pela confusão que ora se faz com propina e doação legal e contabilizada nas contas prestadas aos Tribunais Eleitorais.

A política está cheia de bandidos e ladrões, enfim, o Brasil está assim em quase todos os segmentos. Não é privilégio ou exclusividade da política.

Quero frisar que deito e durmo o sono dos justos e despreocupados. Não há possibilidade de surgir o meu nome em nenhuma lista ou delação que ainda venha a aparecer.

Então, requisito autoridade, legitimidade e isenção para recomendar cuidado nas divulgações, vazamentos e etc. O momento não é de simplesmente querer identificar um ladrão em cada canto do Brasil.

Tenho muito medo de injustiça. E no Brasil, no presente momento, basta ter o nome citado, mesmo como beneficiário de doações eleitorais legais, para ser trucidado pela opinião pública e a opinião publicizada.

De “inocente” vira réu.

Como a Justiça é lenta demais, ineficiente, quando o deslinde do problema chega ou chegar, se chegar, o inocente já estará apenado pela opinião pública e essa mácula ninguém tira.

Que se apure tudo. Que a sociedade apoie de forma irrestrita o juiz Sérgio Moro e os setores do Ministério Público e Polícia Federal envolvidos na Operação Lava Jato, que tanto serviço já tem prestado ao Brasil, e, de forma especial, à todos aqueles que, como eu, e tantos outros políticos, querem se ver separados desta lama que se espalhou nos porões, no subterrâneo da política brasileira.

Com este assunto estaremos sintonizados, ainda por tempo razoável, mas bom que a Lava Jato seja acelerada, que o Supremo Tribunal Federal destrave todos os caminhos, que todos os culpados sejam punidos e não basta serem presos, que todos devolvam o dinheiro público surrupiado, que são os responsáveis pelo caos na educação, saúde e segurança pública. Não basta prender. Precisam devolver o dinheiro!

Repito: que acelerem essas apurações para as instituições voltarem a se dedicar aos assuntos da política, da economia, enfim, da gestão do nosso país.


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