O policial militar João Dias Ferreira disse hoje (18/10/2011) que “vão surgir em breve” as provas que comprovam a participação do ministro do Esporte, Orlando Silva, em um esquema de recebimento de propina a partir de fraude em contratos do Programa Segundo Tempo. O policial se reuniu com senadores e deputados de partidos da oposição ao mesmo tempo em que Orlando Silva prestava esclarecimento na Câmara dos Deputados.
“Vão surgir, em breve, vários documentos que vão comprovar essa situação. Reafirmo que as provas são naturais. E as provas que me refiro são os documentos fraudulentos”, disse. “Eu e minhas duas entidades, que eu administrava, somos a primeira peça do dominó”, completou.
Ferreira, que a denúncia para a última edição da revista Veja, disse que encaminhou um ofício ao Ministério da Justiça pedindo proteção por temer um atentado. “Estou aqui porque um vizinho do meu condomínio disse que tem percebido intensas movimentações ao redor da minha residência. Tenho sofrido ameaças há mais de dois anos. Se eu me acovardar, como muitos fizeram, as coisas não vão mudar. Não temo, mas não desafio”.
De acordo com o policial, existem irregularidades em mais de 300 convênios assinados com o Ministério do Esporte. Apesar de ter adiado o depoimento que faria hoje pela manhã à Polícia Federal, João Dias Ferreira declarou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre as denúncias contra o ministro. “A verdade é única e ela irá aparecer. Estou à disposição da Polícia Federal, do Ministério Público, desta Casa e dos senhores jornalistas. Não temos nada a temer. As coisas não estão se encerrando com essa audiência pública do ministro [na Câmara]. Tem muita água para rolar e muitas coisas virão”, disse.
O policial ressaltou que não está acusando diretamente o governo nem o PCdoB, mas sim um esquema de corrupção que existe dentro do Ministério do Esporte. “Não estou acusando o governo de nada, denunciando situações vinculadas exclusivamente ao Ministério do Esporte. Quero contribuir. Não estou atacando nem mesmo o atual ministro Orlando Silva. Estou tentando revelar o sistema fraudulento que está no interior do Ministério do Esporte. Não vou deixar minha honra e a honra do povo brasileiro se degradarem em virtude dessa situação”, disse.
Perguntado por que fez as denúncias somente agora, já que segundo ele mesmo as irregularidades vêm ocorrendo há oito anos, João Dias Ferreira disse que trata-se de uma “jogada jurídica” devido ao momento em que o Brasil está se preparando para realização da Copa do Mundo. “Se fosse em outro momento, talvez não tivesse repercussão.”
Temer diz que Orlando Silva tem demonstrado convicção nos esclarecimentos sobre denúncias
O presidente da República em exercício, Michel Temer, disse hoje (18) que o ministro do Esporte, Orlando Silva, tem demonstrado convicção nos esclarecimentos que vem prestando desde que a revista Vejapublicou acusações de que o ministro teria recebido dinheiro desviado do Programa Segundo Tempo.
“A ideia do governo é ouvir os esclarecimentos que ele [o ministro Orlando Silva] tem a dar, e creio que ele dará esclarecimentos suficientes. Vamos ver quais são as alegações que ele vai apresentar. Pelas palavras que ouvi até hoje, ele está convicto do que disse, vamos esperar os acontecimentos”, disse Temer antes de embarcar para Salvador (BA), onde faz palestra na abertura do Congresso Brasileiro de Direito Administrativo.
Silva pediu audiência pública conjunta das comissões de Turismo e Desporto e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre as acusações feitas pelo policial militar João Dias Ferreira à revista Veja.
Aos deputados ele rebateu as denúncias. “Minha revolta é grande”, disse o ministro. Segundo ele, denúncias feitas por “bandidos” foram publicadas mesmo depois de ele apresentar provas em contrário, e estão sendo replicadas por diversos órgãos de imprensa.
Oposição quer convocar policial que denunciou ministro do Esporte
Líderes da oposição apresentaram hoje (18) requerimento para convocar o policial militar João Dias Ferreira, autor de denúncias de suposto esquema de corrupção no ministério dos Esportes, envolvendo o titular da pasta, Orlando Silva. Os parlamentares querem que Ferreira vá a Câmara dos Deputados esclarecer as denúncias contra o ministro.
Silva está sendo ouvido em audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Turismo e Desporto da Câmara. A oposição tentou esvaziar a audiência com o ministro para tentar o ouvir o denunciante ainda hoje.
O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), disse que os líderes da oposição ouviram Ferreira mais cedo e que o autor das denúncias feitas à revista Veja, acrescentou detalhes sobre o suposto esquema de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo.
“Foi um depoimento absolutamente estarrecedor, com detalhes que não estão na revista, com provas materiais inegáveis contra o ministro e o ministério”, disse. Para o líder do DEM, a ida do ministro à Câmara antes do depoimento do denunciante é “apenas para garantir palanque e plateia”.
De acordo com o líder do PSDB, Duarte Nogueira, Ferreira já concordou em prestar depoimento na Câmara, assim que o requerimento for aprovado.
O pedido de requerimento da oposição só deverá ser avaliado amanhã (19), durante reunião deliberativa das comissões.
No início da audiência, Orlando Silva defendeu a gestão do Programa Segundo Tempo, negou veemente as denúncias e desqualificou o autor das acusações. “Quem fez a acusação? Trata-se de um desqualificado, um criminoso, uma pessoa que foi presa, uma fonte bandida”.
Orlando Silva responde sobre denúncia em Comissão da Câmara dos Deputados
Começou pouco depois das 15h de hoje (18) a audiência pública conjunta das comissões de Turismo e Desporto e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados com o ministro do Esporte, Orlando Silva. O ministro, que pediu a audiência, prestará esclarecimentos sobre a denúncia de que integra um esquema de desvio de dinheiro do Programa Segundo Tempo feita pelo policial militar João Dias Ferreira à revista Veja.
No Plenário 3 da Câmara, sem espaço suficiente para comportar todos os parlamentares e jornalistas interessados em acompanhar a audiência, o ministro do esporte começou apresentando os avanços feitos no país para reverter o “déficit de infraestrutura” na área do esporte. Depois, rebateu as denúncias.
“Minha revolta é grande”, disse Silva. Segundo ele, denúncias feitas por “bandidos” foram publicadas mesmo depois de ele apresentar provas em contrário, e estão sendo replicadas por diversos órgãos de imprensa.
Após apresentação inicial do ministro, os deputados começaram a fazer suas perguntas. Antes da chegada de Orlando Silva, alguns deputados de oposição, como Duarte Nogueira (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) saíram do plenário para tentar falar com o policial autor da denúncia, que está na liderança do PSDB no Senado.
Procurador-geral vai investigar denúncias contra ministro do Esporte
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou hoje (18) que irá investigar as denúncias que envolvem o ministro do Esporte, Orlando Silva. Ele foi acusado pelo policial militar João Dias Ferreira de desviar dinheiro do Programa Segundo Tempo, segundo reportagem publicada na edição desta semana da revista Veja.
“Na verdade, o que se alega, com base naquela pessoa que prestou as informações, é que nós teríamos, sem dúvida nenhuma, a prática de crime”, disse Gurgel, na saída da reunião do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No entanto, Gurgel ressalvou que, antes, é preciso verificar se a acusação é verídica. “O ministro nega peremptoriamente isso, mas os fatos, em tese, constituem, sim, crime.”
Gurgel disse que, até o momento, a procuradoria recebeu duas represerntações de parlamentares e um pedido do próprio ministro para que o Ministério Público dê início às investigações.
Comissão de Ética da Presidência da República quer explicações de Orlando Silva
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu hoje (17) pedir explicações ao ministro do Esporte, Orlando Silva, sobre seu suposto envolvimento com um esquema de desvio de recursos na pasta, antes de decidir se abre procedimento de investigação contra o ministro.
De acordo com o presidente da comissão, ministro Sepúlveda Pertence, o Orlando Silva terá dez dias, após ser notificado pela comissão, para apresentar suas explicações.
O ministro do Esporte foi citado em uma reportagem da revista Veja como beneficiário de um esquema de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo, craido apra estimular a prática esportiva enter os jovens e que financia projetos de organizações não governamentais para este fim. Na reportagem, as acusações são feitas pelo policial militar João Dias Ferreira.
“Diante das últimas matérias decidimos pedir explicações ao ministro para depois tomarmos uma decisão de prosseguir ou não nas apurações”, explicou Sepúlveda ao sair da reunião.
Sepúlveda disse ainda que já tomou conhecimento, pela imprensa, da intenção de Orlando Silva em prestar esclarecimentos à comissão. “Vi que ele manifestou essa intenção e acho adequado”.
Orlando Silva presta esclarecimentos na Câmara sobre denúncias no Ministério do Esporte
Alvo de denúncias de irregularidades, o ministro do Esporte, Orlando Silva, confirmou que estará hoje (18) em audiência pública na Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos. A audiência, prevista para as 14h30, reúne as comissões de Turismo e Desporto, Fiscalização e Controle.
O presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado Jonas Donizete (PSB-SP), disse ontem que Silva pediu a convocação da audiência e comprometeu-se a comparecer. Até quinta-feira (20), ele deverá ir ao Senado para falar sobre o mesmo assunto. Segundo Donizete, não haverá blindagem para proteger o ministro.
Em reportagem da revista Veja desta semana, o policial militar João Dias Ferreira disse que o ministro integra um esquema de desvio de dinheiro do Programa Segundo Tempo. Pelo programa, há a distribuição de recursos a organizações não governamentais com o objetivo de motivar jovens à prática de atividades esportivas.
Na audiência pública, o ministro deverá responder também a perguntas sobre a Lei Geral da Copa. O assunto é considerado polêmico porque a Federação Internacional de Futebol (Fifa) diverge do governo em vários aspectos e cobra mudanças.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), informou que Silva deverá retornar ao Congresso para prestar esclarecimentos no Senado. Jucá disse que há nas comissões de Educação e de Fiscalização e Controle requerimentos solicitando a presença de Silva e explicações sobre a reportagem da Veja.
“Delegacia de polícia, não. O ministro vai explicar [no Congresso] o que ocorreu. Se houver algo para ser investigado, quem vai cuidar é a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. Não vai ser a delegacia do Senado”, disse Jucá.
No entanto, a oposição promete levar adiante a decisão de investigar as informações contidas na reportagem da revista. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), apresentou requerimento e protocolou representação na Procuradoria-Geral da República para que sejam apuradas as responsabilidades cíveis, administrativas e penais do ministro e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte, nas denúncias de desvio de verbas.
Orlando Silva garante que denúncias são infundadas
O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse hoje (17) que repudia “veementemente” as denúncias publicadas no fim de semana sobre ele. Segundo o ministro, as fontes da reportagem da revista Veja são “bandidos” e a única vez que recebeu o principal denunciante, o ex-militante do PCdoB João Dias Ferreira, foi quando era secretário executivo na gestão do então ministro Agnelo Queiroz, atual governador do Distrito Federal.
“Repudio veementemente as falsidades publicadas na reportagem deste final de semana. Mentiras cujas fontes são bandidos”, disse Silva. “A única vez em que estive com este caluniador foi quando eu era secretário executivo do Ministério do Esporte, na gestão do então ministro Agnelo Queiroz, que havia recomendado que o recebesse e que fosse firmado o acordo [com a organização não governamental de Ferreira]”.
Orlando Silva disse, no entanto, que considera o governador Agnelo Queiroz (PT), ex-filiado do PCdoB, uma pessoa correta. “Quero crer que [Agnelo] agiu de boa-fé. Não quero crer que o governador sabia de qualquer informação que fosse desabonadora”.
O ministro ressaltou que tomou a iniciativa de pedir que à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que façam as investigações necessárias sobre as denúncias veiculadas e que também protocolou pedido de audiência na Comissão de Ética da Presidência da República para se explicar. Orlando Silva também confirmou que amanhã, às 14h30, estará na Comissão de Turismo e Desporto e de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados.
Orlando Silva disse que vai impetrar ações por calúnia e por danos morais. Sobre sua situação no governo, o ministro disse que conta com o apoio do partido e que encontrou, em conversa com os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffman, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, solidariedade e muita confiança.
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