Incertezas Críticas: Vandana Shiva discorre sobre biodiversidade e “guerra da água”

A física, filósofa e ativista indiana avalia que a disputa pela água está na origem de grande parte dos conflitos entre os países. A premiada física, filósofa, feminista e ativista ambiental Vandana Shiva conversa no Incertezas Críticas sobre natureza, biodiversidade, disputa pela água e globalização.

A ativista considera que “toda represa cria conflito”. Ela cita exemplos de rios que são desviados de vilas, nas quais a população não pode pagar pela água, para áreas urbanas em que a água é vendida. “Não precisamos de guerras de água. Podemos ter a paz, se vivermos nos limites do ciclo da água e reconhecermos o direito de todas as pessoas de compartilhar a água”, defende. Vandana afirma que a disputa pela água está na origem de grande parte dos conflitos entre os países e cita as diferenças entre israelenses e palestinos, americanos e mexicanos.

A luta pela biodiversidade, com a cultura de várias sementes e o combate à monocultura é outro tema da conversa. Vandana afirma que a promessa de que a biotecnologia combateria a fome não foi cumprida e que as plantas modificadas levam a monoculturas que destroem a agricultura local e diminuem a variedade de nutrientes na alimentação. Para ela, o interesse das grandes companhias é produzir commodities e não alimentos, o que explica as extensas plantações de milho e soja que acabam sendo utilizados para alimentação animal e geração de energia.

O modelo de economia globalizada, na análise de Vandana, também não deu certo e entrou em colapso, com as crises das bolsas e dos bancos. Ela avalia que países, como a Índia, assinaram acordos de livre comércio por imposição de grandes potências, cujas companhias multinacionais querem dominar a natureza. Por este motivo, Vandana defende que sua luta é pela vida e a liberdade de todos os tipos.

Entre as inúmeras honrarias internacionais que Vandana Shiva já recebeu, está o “Right Livelihood Award” (chamada de “Prêmio Nobel Alternativo”). Também foi incluída na lista Top 100 de mulheres ativistas do jornal britânico The Guardian. É considerada referência para assuntos como biodiversidade e preservação.

*Com informação da TV Brasil.


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