Salvador: Lavagem do Bonfim é uma festa que representa a força da cultura da Bahia, diz deputado Emiliano José

Emiliano José e Waldir Pires, durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador.
Emiliano José e Waldir Pires, durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador.

O padroeiro dos corações do baiano chamou e, sob um sol de mais de 30 graus, fiéis católicos, filhos de Oxalá, baianas, turistas e grupos sociais prestigiaram a tradicional Lavagem do Senhor do Bonfim nesta quinta-feira (12/01/2012). O deputado federal Emiliano José (PT-BA), acompanhado pelo ex-governador Waldir Pires, também participou do cortejo iniciado na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, em direção à Colina Sagrada, no Bonfim. De acordo com organizadores, cerca de um milhão de pessoas participaram da festa.

Ao longo do trajeto, Emiliano e Waldir foram saudados com manifestações de carinho pelos fiéis e pelas pessoas que, ao seguir a tradição do festejo, completaram o percurso de mais de oito quilômetros a pé. “A festa do Bonfim é um festa que representa a força da cultura da Bahia, a felicidade do povo baiano que sempre soube ser alegre na adversidade e com a diversidade”, destacou o parlamentar. Durante o percurso, os políticos tiveram de parar algumas vezes para tirar fotos, cumprimentar pessoas e conceder entrevistas a veículos de comunicação. 

Dia de Glória 

As homenagens ao Senhor do Bonfim, conhecido como Oxalá no candomblé, tiveram início em 1754 quando a imagem do Senhor Crucificado, trazida de Portugal em 1745, foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a Igreja do Senhor do Bonfim, na Ribeira. A lavagem do adro da igreja com água de cheiro era feita pelos escravos, que preparavam o local para a novena em louvor ao Senhor do Bonfim, mas foi proibida pela Arquidiocese de Salvador em 1889, voltando a ser realizada pelos adeptos do Candomblé em 1950. Hoje, as escadarias são lavadas pelas baianas – consideradas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Emiliano José lembrou ainda que, se no passado, a Igreja permanecia aberta para receber os fiéis que completavam o cortejo até a Colina Sagrada, hoje, as portas fechadas do santuário não abalam a fé do baiano. “A festa do Bonfim mantém uma relação muito forte entre o catolicismo e o condomblé, o sagrado e o profano, uma tradição que se mantém, sobretudo, pela força do povo baiano”, afirmou o deputado petista.

Vestidos de branco, a cor de Oxalá, diversas entidades representando variadas manifestações culturais também foram fazer seus pedidos ou agradecer ao santo. Grupos de percussão, baianas, blocos carnavalescos – o Filhos de Gandhi da Bahia e a Portela do Rio – juntaram-se à multidão. Entre os políticos, além de Emiliano José e de Waldir Pires, também participaram do cortejo o governador Jaques Wagner, o pré-candidato à prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino, a deputada estadual Maria Del Carmem, a vereadora Marta Rodrigues, entre outros políticos, autoridades e líderes partidários.

A Lavagem do Senhor do Bonfim é considerada a principal festa religiosa da Bahia e a segunda maior manifestação da cultura popular do Brasil.

Emiliano José, durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador.
Emiliano José, durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador.

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