Das eleições no Brasil ao mapa do poder no Chile e à substituição temporária da Wikipedianos Estados Unidos, jornalistas de todo o continente estão usando o crowdsourcing para suas coberturas. A Sociedade das Américas/Conselho das Américas (AS/COA, na sigla em inglês) destacou que o crowdsourcing, modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet, se tornou “um método popular de participação cidadã” que permite que os “usuários denunciem crimes de forma anônima […] em parte devido à violência contra testemunhas e jornalistas”.
Em seu site, a AS/COA reúne uma lista de sites de crowdsourcing na América Latina. A lista inclui páginas eletrônicas de Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Honduras, México, Panamá, Peru e Venezuela.
Muitos destes sites permitem que os internautas denunciem casos criminais anonimamente e vejam onde ocorrem os delitos. Por exemplo, o Mapa Delictivo (Mapa do Crime) no México, criado pelo jornal El Universal, oferece um mapa com os crimes denunciados na Cidade do México, e o site Disque Denúnciado Brasil usa chamadas telefônicas, Twitter e um blog para mapear o crime local.
Também aparece na lista o site Mi Panamá Transparente (Meu Panamá Transparente), criado pelo bolsista Knight de Jornalismo Internacional Jorge Luis Sierra, que permite aos cidadãos denunciar delitos por mensagens de texto ou e-mail. Para mais informações sobre esta página de crowdsourcing, veja estepost escrito pelo próprio Jorge Luis Sierra. “A ideia principal do projeto é que os repórteres cidadãos sejam entrevistados pelos jornalistas e que, em seguida, estes publiquem e transmitam as histórias com essas informações. O objetivo é melhorar a qualidade do jornalismo investigativo no Panamá e abrir novas rotas de colaboração entre jornalistas e cidadãos”, diz ele.
*Com informaçoes: Centro Knight | Summer Harlow









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