
O vereador Hilton Coelho (PSOL) não participou da votação do Código Disciplinar da Guarda Municipal de Salvador porque não estava na pauta de votação e estava em atividade parlamentar fora do plenário, porém, manifestou seu repúdio ao projeto aprovado.
“A sociedade precisa repudiar militarismo na Guarda Civil Municipal de Salvador. A proposta do prefeito ACM Neto (DEM) é uma ameaça a todas e todos que querem uma Guarda que sirva à população e não uma que a ameace. Manifesto aqui minha solidariedade ao vereador Toinho Carolino (Podemos) que foi vítima da violência da Guarda Municipal no domingo (06/08/2017) quando interferiu no ataque que um trabalhador da limpeza urbana, da Revita, sofria. Não queremos que uma Guarda militarizada seja ainda mais autoritária”, disse.
O legislador acrescenta que discorda “do militarismo que está contaminando a estrutura administrativa da Guarda Civil Municipal de Salvador (GCMS). A Guarda Municipal é uma organização civil, com a finalidade de proteção de bens, serviços, logradouros públicos municipais e instalações do município. Somos contra a militarização que querem impor. Os órgãos de formação, treinamento e aperfeiçoamento dos integrantes da Guarda não podem ser os mesmos destinados às forças militares”.
Hilton Coelho finaliza afirmando que “a normatização aprovada aproxima a GCMS com estruturas militares. Contrariando a Lei Federal, aqui o treinamento da guarda deve ser realizado em parceria com a Polícia Militar, bem como o comando deve ser exercido por oficial militar. No geral o que podemos visualizar é uma tendência nacional que além de militarizar as guardas municipais tentam criar um programa hierárquico mais consolidado e militarizado. Repudiamos a militarização. Queremos um Plano de Carreira democrático e que fique claro que as pessoas que compõem a GCMS são servidores municipais e não militares”, finaliza Hilton Coelho.






