Quem reconhece que o Governo Federal promove políticas públicas em defesa do circo é Rodolfo Alexandre Cascão Inácio, palhaço de circo, educador e coordenador do Grupo Parangolé Arte Mobilização. A sociedade tecnológica, a mídia e a indústria cultural praticamente destruíram o circo tradicional, aquele que nasceu na Inglaterra (século XVIII), transformou-se em teatro de mímica (século XIX) e explodiu em retumbante sucesso no século XX. Foi-se no tempo o circo que a Semana de Arte Moderna de 1922 celebrou.
No Brasil, o circo teve seu auge na década de 1950 com o circo-teatro. Dois palhaços de circo popularizaram o cinema brasileiro: Oscarito e Grande Otelo. Oscarito foi para a TV Tupi. O palhaço Carequinha chegou a gravar 26 discos. O circo era tão importante que por seus palcos passaram Catulo da Paixão Cearense, Pixinguinha, Araci de Almeida, Bibi Ferreira, Orlando Silva, Plínio Marcos e Marília Pêra. Vicente Celestino tornou-se o maior cantor do Brasil cantando debaixo da lona.
Mas, tudo isso passou. Restam pouco mais de 500 circos em todo o Brasil, a maior parte caindo aos pedaços. Enquanto o Congresso Nacional não aprova a Lei do Circo, transformando-o em patrimônio cultural brasileiro, o Governo Lula se move. A Funarte promove premiação para aquisição de lonas e acessórios, patrocina oficinas de capacitação para gestores, bolsas de incentivo às pesquisas das artes circenses. Em 2008 foram lançados três editais de fomento ao circo.
Segundo o palhaço Rodolfo Alexandre Cascão, em artigo publicado no Le Monde Diplomatique (edição de abril de 2009) está surgindo o “novo circo”, uma simbiose do circo com o teatro, com o advento de escolas de circo, muitas experiências de circos sociais, festivais de circo, pesquisas acadêmicas e publicações. O circo pode voltar a pulsar na alma brasileira, sem maus-tratos a animais. Afinal, como afirmou Ariano Suassuna, “o circo é a imagem mais completa da representação da vida”.
Circos da Bahia receberam lonas
Na Bahia, há poucos dias (17.04) seis circos vencedores do “Prêmio Funarte para Aquisição de Lona Circense” receberam o benefício. É um ato inédito na história dos pequenos circos da Bahia, uma grande passo para a reestruturação e renascimento da arte de circo no interior do Estado. O prêmio integra o Programa de Fomento ao Circo. Nada escapa ao Secretário da Cultura, Márcio Meirelles, tão atacado pela burguesia nativa.
# posted by Oldack Miranda @ 9:00 AM 0 comments
Desafios da Economia Solidária
Já encomendei o livro “Desafios da Economia Solidária”, lançado pela Editora e Livraria Instituto Paulo Freire. É a quarta obra da “Série Le Monde Diplomatique Brasil”. A economia solidária aumenta de importância neste momento em que a economia capitalista mergulha numa grande crise e revela o fracasso dos modelos baseados na competição e na ditadura dos mercados. A obra é integrada por sete artigos e pode ser adquirida na Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, rua Cerro Corá, 550, loja 01, CEP 05061 – 100, São Paulo (SP). Mais informações pelo e-mail editora@paulofreire.org, pelo site http://www.paulofreire.org ou pelos telefone 11 3021 1168.










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