Audiência na ALBA debateu privatização dos bancos públicos

Impactos da Reestruturação dos Bancos Públicos na Economia Baiana foi tema de debate na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Impactos da Reestruturação dos Bancos Públicos na Economia Baiana foi tema de debate na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

A privatização dos bancos públicos foi tema de debate durante audiência pública sobre os Impactos da Reestruturação dos Bancos Públicos na Economia Baiana. O debate aconteceu na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), no CAB, nesta segunda-feira (09/10/2017), e foi promovido pela Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb BA/SE).

Para o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, colocar o tema em discussão no Parlamento é importante para dar visibilidade ao assunto na Casa. “A Fenaban trabalha nos bastidores para retirar, por exemplo, o FGTS da Caixa e passá-lo para os bancos privados. Isso vai ocasionar uma perda das ações sociais para o trabalhador”, argumenta.

De acordo com dados apresentados durante audiência, do total de R$ 61 bilhões dos recursos investidos pelos bancos no país, R$ 49 bilhões vieram das instituições públicas e apenas R$ 12 bilhões foram dos privados.

As áreas de habitação e saneamento básico, por exemplo, recebem financiamento de 77% e 80% das estatais, respectivamente. Outro dado apresentado se refere a 56% do crédito ofertado para os brasileiros, também originado pelos bancos públicos.

O diretor Fábio Ledo do SBBA explicou que “os bancos privados querem alcançar apenas lucros e não se comprometem com o desenvolvimento do Brasil”. Participaram da audiência, representantes das associações e sindicatos dos trabalhadores da Bahia.

“Os bancos públicos têm papel fundamental no desenvolvimento do país. Diferentemente dos privados, que visam apenas o lucro, as estatais são responsáveis por programas nas áreas de educação, saúde, cultura, esporte, infraestrutura e economia. Portanto, reduzir ou vender não deve ser opção”, afirmou Vasconcelos.

Entretanto, segundo o dirigente sindical, “o governo Temer investe pesado no desmonte, com o fechamento de agências, a extinção de setores estratégicos, a redução do quadro de pessoal e o fatiamento. A Caixa, por exemplo, terá a Lotex leiloada nos próximos meses.


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