Cinco bilionários brasileiros têm riqueza igual à soma de 50% da população

Eduardo Luiz Saverin é um investidor anjo e empreendedor da internet brasileiro. Saverin é um dos cinco cofundadores do Facebook, juntamente com Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e Andrew McCollum.
Eduardo Luiz Saverin é um investidor anjo e empreendedor da internet brasileiro. Saverin é um dos cinco cofundadores do Facebook, juntamente com Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e Andrew McCollum.

A renda somada da metade mais pobre da população do país é inferior ao patrimônio de apenas cinco bilionários brasileiros, segundo lista divulgada nesta segunda-feira (22/01/2018) pela organização não-governamental britânica Oxfam. Quem está no topo da lista é o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos principais financiadores do golpe e que era o cofre por trás do movimento “Vem pra Rua” e suspeito de ter patrocinado o lock out de caminhoneiros contra o governo Dilma.

Além de Lemann, outros dois sócios do fundo 3G Capital (com participações nas empresas de bebidas AB InBev e a rede de fast food, entre outras) integram o quinteto bilionário:  Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. A lista é completada pelo banqueiro Joseph Safra e pelo executivo do Facebook Eduardo Saverin.

A Oxfam é uma ONG dedicada ao combate à pobreza e à desigualdade e baseou seu estudo em informações compiladas pela revista Forbes e relatórios do banco Credit Suisse. Em todo o mundo, 7 milhões de pessoas (1% da população) ficaram com 82% de toda a riqueza gerada no planeta em 2017. No Brasil, só esses cinco bilionários acumulam dinheiro equivalente ao que metade dos brasileiros conseguem reunir com seu trabalho.

Bilhões x miséria

Segundo a Oxfam, em 2017 o País passou a ter 43 pessoas com patrimônio superando a casa do bilhão — 12 a mais que em 2016. O desemprego, que atinge 12,7 milhões de trabalhadores, e a queda da participação dos 50% mais pobres na renda nacional (que passou de 2,7% para 2%) são outras marcas do ano passado no campo econômico e social. O estudo da ONG britânica mostra ainda que quem recebe um salário mínimo precisaria trabalhar 19 anos para igualar o ganho mensal de um integrante do grupo do 0,1% mais rico.

A Oxfam aposta na geração de empregos decentes como mecanismos de diminuição das desigualdades, sendo uma das recomendações da entidade. “O que o relatório aponta é que está acontecendo um movimento contrário, inclusive com vários países regredindo em proteção trabalhista”, afirma Rafael Georges, diretor de campanhas da instituição.

Segundo a Oxfam os atuais níveis de desigualdade extrema “excedem em muito o que poderia ser justificado por talento, esforço e disposição de assumir riscos”. Segundo a organização, a maioria das riquezas acumuladas se deve a heranças, monopólios ou relações clientelistas com o governo.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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