
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante do prefeito de Japeri, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Carlos Moraes Costa, em preventiva. A decisão foi dada no plantão noturno de sexta-feira, pelo juiz Paulo César Vieira de Carvalho Filho, a pedido do Ministério Público.
Costa foi preso na manhã de sexta-feira (27/07/2018), na Operação Sênones do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil, acusado de associação para o tráfico.Na decisão, o juiz destacou que no momento da prisão, o prefeito estava de posse de uma pistola 9 mm, três carregadores e 49 cartuchos intactos, o que “não tem relação com o exercício da função”. Ainda segundo o texto da decisão, a pistola não tinha registro e a posse de arma de Costa estava vencida desde 1995.
O juiz afirma ainda que Carlos Moraes Costa responde a dois processos relativos a crime de responsabilidade e à Lei de Licitações, além de dois inquéritos que investigam vantagem indevida e relativas a Lei Eleitoral.
“Assim, na linha de toda fundamentação até aqui exposta, tem-se como induvidosa a necessidade de custódia cautelar do réu como garantia da ordem pública, visando obstar sua sistemática reiteração criminosa, considerando-se elementos concretos e objetivos do processo”.
A decisão destaca a Operação Sênones, “voltada a desbaratar uma sofisticada organização criminosa, da qual faria parte o Prefeito Carlos Moraes e que atuava, dentre outros crimes, também com vinculação direta ao tráfico de drogas e especificamente com a facção criminosa Comando Vermelho”, e fala também do “comportamento agressivo” de Costa, ao ameaçar jornalistas quando foi preso.
Presidente da Câmara de Japeri se entrega à polícia
O presidente da Câmara de Vereadores de Japeri, Wesley George de Oliveira, o Miga, se entregou na manhã de hoje (30/07/2018) à Delegacia de Homicídios da Capital. O vereador do município da Baixada Fluminense é suspeito de associação para o tráfico e estava foragido desde sexta-feira (27).
Miga é investigado pela Operação Sênones, da Polícia Civil, que também prendeu o prefeito do município, Carlos Moraes.
Segundo investigações, o prefeito e o vereador usavam os cargos públicos para agir em favor dos traficantes da comunidade de Guandu, repassando informações privilegiadas sobre operações policiais e articulando ações integradas que permitissem que criminosos agissem livremente na região.
*Com informações da Agência Brasil.









