
O importante é que todos as forças de segurança saibam, individualmente, como agir e quais protocolos seguir em caso de acidentes de grandes proporções. O III Congresso Internacional de Desastres em Massa (CIDEM), evento que acontece até este sábado (25/08/2018), em Feira de Santana, abre a discussão para a preparação destas forças para os casos de emergência.
Neste ano, o tema é ‘Desastres envolvendo transporte de produtos perigosos’. Nesta sexta-feira serão realizadas várias palestras com especialistas brasileiros e estrangeiros, no Cajueiro Convenções.
No sábado acontece o simulado deste tipo de acidente, envolvendo quase duas mil pessoas, segundo os organizadores o maior já realizado na América Latina, entre o público que assistirá a ação, especialistas e pessoas que atuarão na área de emergência, que será montada na Fazenda do Menor.
Pesquisador sobre o comportamento humano em situação de emergência, o professor-doutor da UFBA, Salvador Ávila Filho, diz que o simulado é uma dinâmica quente, uma situação que envolve o emocional dos participantes, onde o nível de estresse é elevado ao extremo. E nesse ambiente, responder rapidamente à situação.
“O que se busca é medir a capacidade de resiliência (capacidade de adaptar-se às mudanças) e, tendo como base o estresse, escolher os melhores”, diz o professor, que abordou, na sua palestra, o acidente acontecido em Pojuca, em 1983, quando um trem carregado de combustível explodiu.
Experiência do Japão no evento
Akiko Kumagai, representante da Medical University Morioka, disse que no Japão existem núcleo de medicina e outras áreas de saúde para situações de desastres e emergências, mas nada tão complexo que envolva forças como a polícia e os bombeiros. Na sua palestra, ela abordou a ‘Situação atual as respostas de desastres no Japão’.
Foco nos Jogos Olímpicos
As experiências e conhecimentos adquiridos no III CIDEM deverão ser estudadas com foco nos Jogos Olímpicos, que acontecerão em 2020, em Tóquio. Segundo ela, no Japão apenas as crianças recebem treinamento nas escolas para evasão em caso de situação de risco. O país registra terremotos nas mais variadas intensidades.
Fuzileiros navais fazem o resgate
Ação, prevenção e resposta aos acidentes são pontos evidenciados pelo capitão de fragata Leonel Silva Júnior, que comanda o Batalhão de engenharia dos Fuzileiros Navais, no Rio de Janeiro. “Em caso de acidentes nuclear, biológico ou químico são os fuzileiros navais que fazem as ações de resgate nestes eventos”.
Durante todo o dia aconteceram palestras, com facilitadores brasileiros, entre eles Sérgio Aras, que falou sobre a regulamentação de transporte de produtos perigosos, e de vários outros países. Ainda nesta sexta-feira, acontecerão outras atividades semelhantes.
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