Incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro é a maior tragédia museológica do país, diz UFRJ

Instituição fundada por Dom João 6º em 1818, Museu Nacional no Rio de Janeiro possuía quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças, e era referência para pesquisadores das mais diversas áreas.
Instituição fundada por Dom João 6º em 1818, Museu Nacional no Rio de Janeiro possuía quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças, e era referência para pesquisadores das mais diversas áreas.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pelo Museu Nacional no Rio de Janeiro, lamentou em nota o incêndio que começou na noite desse domingo (2) e destruiu o prédio histórico. “É a maior tragédia museológica do país. Uma perda incalculável para o nosso patrimônio científico, histórico e cultural.”

No texto, a UFRJ se solidariza, em nome do Instituto Brasileiro de Museus, com servidores e pesquisadores do Museu Nacional, no que considera um triste registro da história.

“Tamanha perplexidade que toma a todos, nos defronta com o maior desafio dos museus: consolidar e implementar uma política pública que garanta, de forma efetiva, a manutenção e conservação de edifícios e acervos do patrimônio cultural brasileiro”, destaca a nota.

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, informou que terá hoje (3) uma reunião com o ministro da Educação, Rossieli Soares, e cobrará do governo federal empenho para reconstruir o prédio e o acervo da instituição, que, segundo o próprio Museu Nacional, tem a maior coleção da América Latina. “Para o país, é uma perda imensa. Aqui temos a nossa memória. Grande parte do processo de constituição da história moderna do Brasil passa pelo Museu Nacional. Este incêndio sangra o coração do país.”


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