
O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, de estar “desesperado para fabricar um pretexto para a guerra”. Em mensagem publicada no Twitter, neste domingo (24), o venezuelano disse que a “falsa operação” para levar ajuda humanitária ao país “se saiu mal”.
“Se quer encontrar aqueles que queimaram o caminhão com falsa ajuda humanitária, que busquem entre seus assalariados”, disse Arreaza a Pompeo.
Ele acusou ainda o secretário norte-americano de “especialista da CIA em operações de alarme falso”. “Crê que engana o mundo com um caminhão queimado na Colômbia por seus próprios agentes”, disse.
No sábado (23/02/2019), Pompeo usou as redes sociais para dizer que os Estados Unidos “condenam os ataques contra civis na Venezuela perpetrados por Maduro”. O secretário de Estado também acusou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de ter recusado a chegada da ajuda humanitária.
“Que tipo de tirando doente impede a comida de chegar às pessoas com fome?”, perguntou Pompeo, no Twitter.
Ontem, foram registrados conflitos na fronteira entre Venezuela e Colômbia. Ajudas humanitárias internacionais foram barradas na fronteira.
Mike Pompeo não descarta possibilidade de operação militar na Venezuela
Além de ter chamado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de “o pior dos tiranos”, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, não descartou a possibilidade de uma operação militar no país latino-americano.
Ao responder a pergunta sobre as chances de uma ação militar no país latino-americano, Pompeo afirmou durante entrevista à Fox News, no domingo (24), que “todas as opções estão sendo consideradas”.
“Faremos tudo o que for necessário para garantir que o povo venezuelano possa expressar suas opiniões, para que a democracia reine e haja um futuro melhor para o povo da Venezuela.”
Brasileiros e venezuelanos se reúnem em torno de caminhão da Venezuela com mantimentos enviados pelo Brasil na zona de fronteira
“[Maduro] é o pior dos piores tiranos, e acho que o povo venezuelano vê isso”, continuou o secretário de Estado dos EUA, adicionando que Washington já está tomando medidas para ajudar Caracas.
No dia 23 de fevereiro, a oposição venezuelana tentou entregar ajuda humanitária ao país, o que não foi aceito pelo governo do chefe de Estado legítimo, Maduro. O presidente anunciou o fechamento da fronteira terrestre com o Brasil e o fechamento temporário de três pontes na fronteira com a Colômbia.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, havia dito anteriormente que, no âmbito do direito humanitário internacional, a ajuda humanitária é prestada em caso de catástrofes naturais, conflitos armados e guerra.
Seguindo essa lógica, ela acredita que as alegações sobre a crise humanitária pretendem justificar a invasão da Venezuela, mas que o povo não permitirá essa ação.
A crise venezuelana se agravou ainda mais após o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, ter se autoproclamado chefe interino no dia 23 de janeiro. Os EUA e outros países, incluindo mais de 20 países europeus, reconheceram Guaidó, enquanto a Rússia, China e outros países apoiam Maduro como presidente legítimo da Venezuela.
*Com informações da Agência Brasil e Sputnik Brasil.







