Prefeitura de Feira de Santana intensifica mutirões de limpeza em residências de acumuladores compulsivos

10 residências foram visitadas e atendidas pelas equipes da SESP, através de denúncias de vizinhos incomodados pelo mau cheiro e pragas urbanas.
10 residências foram visitadas e atendidas pelas equipes da SESP, através de denúncias de vizinhos incomodados pelo mau cheiro e pragas urbanas.

A acumulação de objetos inúteis e detritos em determinadas residências, que acabam gerando riscos à saúde pública, tem sido alvo de denúncia na Central de Atendimento 156 da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Partindo desse pressuposto, a Secretaria de Serviços Públicos (SESP) vem intensificando os mutirões de limpeza em imóveis e fazendo um trabalho de conscientização junto aos acumuladores compulsivos e seus familiares.

A ação faz parte do programa de governo do prefeito Colbert Martins Filho, que visa à melhoria da qualidade de vida da população. Conforme o secretário de Serviços Públicos, Justiniano França, de janeiro a maio deste ano, após uma investigação concisa, 10 residências foram visitadas e atendidas pelas equipes da SESP, através de denúncias de vizinhos incomodados pelo mau cheiro e pragas urbanas, que são atraídas pelo acúmulo de objetos em desuso e lixo de várias espécies.  “Um imóvel localizado no caminho Xique-Xique, no Bairro Cidade Nova, receberá o próximo mutirão de limpeza”.

Ele disse que os itens domésticos e resíduos de lixo retirados por imóvel ocupam, em média, três a quatro caçambas. “Porém houve um atendimento domiciliar, no conjunto Jomafa, onde foram necessárias 14 caçambas”, destacou o secretário, informando que o material coletado é levado ao aterro sanitário da cidade e, em alguns casos, para cooperativas que se destinam a reciclagem de materiais.

Segundo Justiniano, os mutirões de limpeza em domicílios são complexos, uma vez que, geralmente, precisam da autorização do acumulador compulsivo ou de familiares para serem realizados.

“A maioria dos acumuladores não fica constrangido em relação à condição de vida que leva, se nega a autorizar a retirada do lixo do local e recusa ajuda externa, até mesmo de familiares e amigos próximos”, disse o secretário, ressaltando que em casos de resistência, a coleta é realizada por meio de ordem judicial.

Justiniano fez questão de alertar que a grave incapacidade para os cuidados e higiene pessoal, acumulação de objetos inúteis, recusa de ajuda, entre outros sinais, são características de quem tem síndrome de Diógenes. “Por conta disso, as equipes da SESP sempre recomendam aos familiares desses acumuladores que procurem a Secretaria Municipal de Saúde, para um possível tratamento do problema junto aos profissionais competentes”, findou.


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